NOOSFERA
  

O CHUCHU SABIA DO QUE FALAVA!!!

 

O candidato da coligação PSDB/PFL, Geraldo ‘Picolé de Chuchu’ Alckmim, afirmou categoricamente no último debate (Record) que após as eleições os preços iriam subir. Uma meia verdade! Não são os preços que subirão, mas as tarifas. Veja matéria da folha dando conta de que já se cogita, após as eleições, majorar (nome bonito para aumento) o preço das passagens de ônibus e de metrô.

 

Só lembrando

 

1. O atual prefeito da Capital, Gilberto Kassab, é do PFL. Foi alçado ao aposto porque o governador eleito do PSDB, José Serra, abandonou a prefeitura par ter sonhos maiores, leia-se: presidência da república. Para isso, o governo do Estado seria um ótimo trampolim.  Kassab é o responsável pelo transporte coletivo feito através de ônibus. Então, a culpa é do PSDB, do PFL, do Serra e do Kassab.

 

2. O atual governador do Estado também é do PFL, está lá porque o Geraldinho “picolé de Chuchu” Alckmim, deixou o governo para concorrer a presidência. Deixou um rombo nas contas do Estado [leia matéria clicando aqui] apesar de dizer que é ‘expert’ em choques de gestão(?). Pois bem, o atual governador vai ter que aumentar a passagem de metrô, afinal as contas não fecham, culpa do choque de gestão do Chuchu. Eis os culpados então: PFL, PSDB, Geraldo.

 

Agora entendi porque o Chuchu dizia com tanta certeza que depois das eleições o custo de vida iria aumentar. Não é por conta da cesta básica, que Lula afirmou que não irá subir, mas é por conta das tarifas de ônibus e metrô.



Escrito por NOOS às 10h57
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PLAY IT AGAIN, JANGO!

 

Por: Ivana Bentes, pesquisadora e diretora da Escola de Comunicação da UFRJ

 

Morri no exílio, na província Argentina de Corrientes, em 6 de dezembro de 1976, sozinho, vítima de ataque cardíaco, numa fazenda da fronteira. Tentava voltar para o Brasil, de onde me expulsaram com o Golpe Militar depois que anunciei, no dia 13 de março de 1964 num comício para 150 mil pessoas na Central do Brasil que iria fazer a Reforma Agrária, Urbana, as reformas na Educação, a Reforma Eleitoral, Tributária...

 

Não deixaram fazer nada e me derrubaram! As forças mais conservadoras da sociedade Brasileira se uniram e foram convocadas a me depor, toda a imprensa ficou contra mim. Esse já era o terceiro golpe midiático-militar, botaram a classe média horrorizada na rua, as senhoras da TFP, editoriais alarmistas e moralistas, páginas e páginas de jornais, rádio, TV. Assustaram todos até que cai no dia 1º de abril de 1964.

 

Não adiantou, estou de volta! Não sei como, só sei que eu João Jango Goulart, ex-presidente deposto, retornei, é dia de eleição e estou concorrendo de novo para Presidente do Brasil. Mudei de partido. Estou grisalho, perdi um dedo da mão (onde?) e me dou conta que as forças que me derrubaram em 1964 estão quase todas aí. Continuo com apoio popular, estou com enorme vantagem nas pesquisas, mas por que os jornais dos últimos meses são todos contra mim e meu partido? Estou sendo de novo linchado? Em 64 diziam que eu ia implantar o Comunismo no Brasil e agora que estou implantando a Corrupção em Pindorama!

 

Meu assessor me informa que vamos assistir a fita com o meu debate na Televisão. Estou reconhecendo o pessoal da pesada de 64. Então tenho uma visão exata de quem eu sou e o que represento no Brasil de 2006, me vendo pelos olhos dos meus inquisidores. Roda o VT. Não, dá um play. Play it again, Jango! Ouço, e então presente, passado e futuro se dobram na tela da TV.

 

Entrevistador e dono de uma empresa de TV - Senhor Presidente, de todas as reformas que o senhor propôs, uma é a mais perigosa de todas, é um acinte aos empresários da Comunicação, de Rádio e TV. Sr. Presidente, o senhor tentou entrar na nossa caixa preta, regular nossas empresas com uma Agência. Nos somos contra, Sr. Presidente! Onde já se viu? Deu está dado! Não queremos ninguém novo no negócio. Canal de TV pra Ong, pra Universidade, pra favela? Eles não precisam de nada disso e ainda fazem uns vídeos que são umas porcarias. Qualidade temos nós com essa imagem plastificada, atrizes esticadas digitalmente, programas incitando à delação. Eles a gente emprega pra figuração, usa para vender celular e fazer propaganda da nossa diversidade cultural. Os pobres tem estilo, são vibe, hiper, mob, servem pra vender quinquilharia e show. Mas dar canal de TV pra essa gente, Presidente?

 

Jango - Eu tenho um ministro da cultura que é músico e negro e quer botar ilha de edição, câmeras de vídeo e internet de graça por onde der. É o início da Reforma da Cultura, da Educação, da Comunicação, junto com o Fundeb, o Fundo para a Educação, que eu criei lá em 62, e reeditamos agora. Por que ninguém fala do FUNDEB?! Eu tenho orgulho de estar implantando o Fundeb!! As cotas no Brasil! Estou botando os negros e os pobres dentro da Universidade. Temos que acabar o vestibular, tornar o acesso universal. Além disso eu criei o Bolsa Família, tirando um contingente da miséria, é a maior transferência de renda já feita nesse país. Eu apoio o MST, os Sem-Terto! Me deixem fazer as Reformas! As novas e aquelas, que vocês abortaram em 64!

 

Continua...



Escrito por NOOS às 09h49
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Continuação...

 

PLAY IT AGAIN, JANGO!

 

Por: Ivana Bentes, pesquisadora e diretora da Escola de Comunicação da UFRJ

 

Professor-Doutor-Pesquisador - Desculpe, sr. Presidente. Eu fiz mestrado com bolsa Capes, doutorado com bolsa sanduíche em Paris VIII, CNPQ, e tive bolsa de pós-doutorado em Oxford. Meus alunos têm bolsa de iniciação artística, científica, extensão... Mas eu sou CONTRA a Bolsa Família!!! É assistencialismo dar R$ 50 (é muito, acostuma mal) para pobre. Populismo, sr. Presidente! Minhas bolsas eu ganhei todas por mérito. MÉRITO! E olhe que sou bolsista há 10 anos! Deus me livre perder minha bolsa!

 

Antropóloga, antes de entrar na roda de debate - Ô diretor, chama um negro ai para aparecer no programa, mas tem que ser contra as cotas. A gente é branco, professor-doutor, não vale. É pro povo entender que é uma merda, que eles tem que entrar para a Universidade sozinhos, por mérito, se não vai cair o nível da universidade. Botar um antropólogo branco, louro de olhos azuis falando mal das cotas não vale, vão cair de pau na gente. Tem que ser negro falando mal das conquistas dos negros.

 

Diretor de TV - Você sabe, a gente detona as cotas diariamente nos editoriais, colunas, manchetes, mas nas novelas tem que ser a garota negra com o galã branco. Botamos na tela uns negros limpinhos, bonitos, cheios de dignidade. Provamos que eles vão vencer sozinhos. COTA pra que? Nunca fomos racistas! Querem criar o racismo no Brasil, senhor presidente, O senhor está muito mal assessorado nessa área. Aliás, não vai ter cota para negros em empresas de TV, vai? Deus me livre! Não dá pra fazer Escrava Isaura no Leblon.

 

Entrevistador-cronista-consultor - Senhor Candidato, o senhor está na frente das pesquisas, mas como esse povo ignorante, desdentado, feio, pode decidir por mim? EU que frequentava o Palácio do Planalto, que era amigo e confidente do sociólogo, seu cronista-conselheiro. EU que sou especialista em pornografia política. Achei que poderia ser de direita mas escrever genialmente como o Nelson , mas não tenho esse talento. Estou aqui me olhando na TV e só vejo um publicitário mal sucedido, porque o MEU candidato a presidência vai perder as eleições e meus amigos vão ficar fora do poder. Sou a encarnação das forças do ressentimento. Pelo menos sou psicanalizado, me acho um crápula, mas tudo bem. Os empresários me pagam 10, 20 mil por palestra ou consultoria para EU anunciar o Apocalipse. Não tenho o que perguntar só queria dizer olhando bem na sua cara. Eu te odeio, Sr. Presidente e morrerei escrevendo contra tudo o que o senhor significa (baba).

 

Apresentadora de TV - Então Sr Jango, depois de ouvir isso tudo sobre o seu governo, o que significará a sua reeleição?

 

Jango - "O triunfo da beleza e da justiça". E não me chamem mais de Jango, o ex-presidente morreu, no golpe de 64, exilado na fronteira, em 1974. O novo presidente nasceu das crises que vocês criaram, tentando me derrubar , uma duas, três, quantas vezes? Não estou mais só, em 2006, tenho 55% das intenções de votos, atingi o coração do Brasil, sou uma radicalização da democracia. Meu nome é Muitos. Sou uma potência da Multidão.

 

____________________________

Nota do Blog: Este artigo sairia no Caderno Mais! - da Folha de São Paulo - às vésperas da eleição. O jornal pediu a Ivana Bentes, diretora  da escola de comunicação da UFRJ, para imaginar um ex-presidente como candidato. Ela o fez! Quando leram seu artigo, vetaram a publicação e disseram que "estava fora de foco". Mino Carta publicou no seu blog.



Escrito por NOOS às 09h49
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JUNGMANN E FREIRE, UM PERFIL


O presidente do PPS é Roberto Freire, que, quando se proclamava comunista, tinha ódio ao PFL e aos seus grandes líderes ACM e Bornhausen. Tanto ódio que, em 2002, quando a candidatura presidencial de Ciro Gomes ia receber o apoio dos pefelistas, Freire pegou em armas, foi para a mídia paulista e detonou a aliança que poderia ter levado o cearense à Presidência (se o PFL tivesse apoiado oficialmente o Ciro, ele teria, no mínimo, 7 minutos de tevê, uma eternidade para ele). [LEIA MAIS CLICANDO AQUI]


Nota do Blog: Este texto foi enviado para o Blog Conversa Afiada, de Paulo Henrique Amorim, por um internauta. Só há um reparo a fazer. Eu mudaria o título para: JUNGMANN E FREIRE - PERFIS DA MEDIOCRIDADE!!! No mais, parabéns pelo texto e pelas lembranças. Sinal que brasileiro não tem memória curta não. Para infelicidade de gente como Freire.



Escrito por NOOS às 11h18
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EIS O CHOQUE DE GESTÃO DOS TUCANOS!!!

 

Via: UOL – Folha OnLine – Cotidiano – 23/10/2006

 

SEM VERBAS, LEMBO REDUZ RITMO DE OBRAS

 

SP pára obras por causa do rombo deixado por Alckmin

 

Por: ALENCAR IZIDORO e JOSÉ ERNESTO CREDENDIO - da Folha de S.Paulo


Algumas das principais obras e projetos de infra-estrutura de transporte do Estado de São Paulo tiveram seu ritmo reduzido drasticamente ou foram até paralisadas pelo governo de Cláudio Lembo (PFL), que conta os dias para terminar seu mandato e procura cortar gastos para não descumprir a Lei de Responsabilidade Fiscal.


Os atrasos ou as interrupções dos investimentos --situação que será herdada por José Serra (PSDB) em 2007-- foram intensificados nos últimos meses e envolvem de rodovias do interior à expansão da rede sobre trilhos da Grande São Paulo, do Rodoanel ao recapeamento das marginais Pinheiros e Tietê.


A LRF proíbe os governantes de deixar pendências financeiras para os seus sucessores. Na metade do ano, Lembo enviou ofício a todos os secretários vetando novos investimentos e determinando "redobrada atenção" e "rigorosa austeridade nos gastos públicos".


O secretário de Estado de Planejamento, Fernando Braga, afirma que os cortes são necessários para adaptar os gastos à realidade orçamentária, mas que não haverá déficit.


O trecho sul do Rodoanel, que ligará a Régis Bittencourt a Mauá, no ABC paulista, obteve a licença definitiva no final de agosto. No mês seguinte, foi aberta uma única frente de trabalho --das cinco previstas.


Dos R$ 200 milhões esperados para a construção em 2006, Lembo deve investir menos de R$ 80 milhões --parte devido à demora para iniciar, mas parte em razão da própria orientação de tocá-la em marcha lenta.


Meses após firmar três convênios com a Prefeitura de São Paulo, comandada por Gilberto Kassab (PFL), para desembolsar mais de R$ 100 milhões em 2006 para o recapeamento de 32 km das marginais, o Expresso Tiradentes (antigo Fura-Fila) e para obras na região da av. Roberto Marinho, Lembo teve que desistir dos investimentos.



Redução de 80%


Das obras em curso de recuperação ou ampliação de estradas, a Folha apurou que a redução do ritmo em diversos casos é de 80%. A orientação é que alguns empregados sejam mantidos, evitando a desativação de canteiros, o que elevaria os custos para a retomada.


Entre as afetadas, a interligação da av. Mário Covas, em São José dos Campos, com a rodovia dos Tamoios, principal acesso ao litoral norte, num total superior a R$ 50 milhões. Ficaria pronta no fim do ano.


Só a Secretaria dos Transportes diminuiu em mais de R$ 200 milhões as obras programadas e decidiu que nem as já licitadas pelo DER (Departamento de Estradas de Rodagem) terão suas ordens de serviço concedidas até dezembro.


Antes de sair do governo para se candidatar à Presidência da República, Geraldo Alckmin (PSDB) firmou contratos de R$ 176 milhões para reformar 156 km de estradas, incluindo um trecho de serra da SP-125 (Oswaldo Cruz), muito utilizada por quem viaja ao litoral norte.


O lote fazia parte de um programa do BID (Banco Interamericano de Desenvolvimento) e as obras começaram até maio. A partir de agosto, foram interrompidas. O Estado, nesse caso, culpa a demora do governo federal para a aprovação do financiamento do BID.



Escrito por NOOS às 11h20
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