NOOSFERA
  

PARA ACENTUAR O DESESPERO DA TUCANALHA!!! Ou, de parte deles.

 

 

O fato é: só 35% a 37% não querem Lula

 

Via: BLOG do Fernando Rodrigues

 

A pesquisa do Datafolha será interpretada de todas as formas a partir de agora. Lula vai fingir modéstia e dizer que ainda não ganhou nada. Alckmin vai dizer que só precisa de 5 pontos (5 a mais para ele e 5 a menos para Lula...). Heloísa Helena, quem diria, continuará a seguir os conselhos do pefelista César Maia – ela, de ultra-esquerda, que já está em segundo lugar no Rio.

Mas o que parece ser um recado relevante no Datafolha é o seguinte: por enquanto, só cerca de 35% a 37% do eleitorado parece não querer decididamente votar em Lula e demonstram procurar alternativas.

Para recapitular, o resultado do Datafolha é o seguinte:

  • Lula: 47%
  • Alckmin: 24%
  • Heloísa Helena: 12%
  • Cristovam Buarque: 1%
  • Outros: zero

Ou seja, Lula tem dez pontos a mais do que os 37% de todos os outros candidatos somados.

Numa simulação de segundo turno, os cenários são:

  • Lula 54% X 37% Alckmin
  • Lula 54% X 35% Heloísa Helena

Como se observa, há uma parcela do eleitorado que não pretende –no cenário atual– votar em Lula. Essa parcela soma de 35% a 37%.

Dá para prever o resultado da eleição? Não, não dá. Mas em 1998, na única reeleição para presidente no Brasil moderno, o então candidato incumbente era FHC, que levou a parada no primeiro turno. Em agosto de 1998, o tucano não estava em situação tão confortável como a de Lula hoje.

Outro dado a ser considerado: 10 entre 10 tucanos (Aécio Neves à frente) falaram e repetiram que no início do horário eleitoral Alckmin estaria com 30% e preparado para virar a disputa. Bom, nada disso parece ser realidade.

Pensando bem, quando Aécio colocou esse piso de 30% para Alckmin no início do programa eleitoral o tucano mineiro sabia exatamente o que estava fazendo.

Certo?



Escrito por NOOS às 15h48
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TÁ ‘DESMERENGANDO’!!!

 

Nossa! Até o Jornal Nacional resolver dar uma ajudazinha e derrubar a já derrubada candidatura tucana. Leia abaixo o que escreveu o colunista Fernando Rodrigues – em seu Blog, mais insuspeito impossível, sobre a entrevista com o Picolé de Chuchu. Por isso, mais uma vez, em uníssono: PEDALA OPOSIÇÃO [1] [2] [3] [4]!

 

 

JN ESPANCA TUCANO

Foi o massacre da serra elétrica. A entrevista que Geraldo Alckmin (PSDB) deu há pouco ao "Jornal Nacional", da TV Globo, deixou o tucano em péssima situação. Nem o mais petista dos petistas esperaria tanto aperto.

Sentado à bancada o "JN", Alckmin ouviu que o ex-presidente do PSDB Eduardo Azeredo usou irregularmente dinheiro público e envolveu-se com o valerioduto (isso mesmo, com "Marcos Valério", que foi citado nominalmente por Fátima Bernardes). Ouviu de William Bonner que a Nossa Caixa tinha usado dinheiro de forma irregular para colocar publicidade em veículos pequenos (nessa hora, segundos preciosos foram perdidos, em rede nacional, ao vivo!!, para Alckmin ficar se explicando).

E teve, é claro, a segurança pública... Poderia ter havido dia pior para o tucano ir ao "JN"? Depois dos mais de 70 ataques de hoje, impossível. Ele até que tentou se explicar, mas foi mal, foi mal.

O candidato do PSDB se enrolou com uma pergunta de Fátima Bernardes sobre educação. "Eu não tenho esse dado", respondeu com sinceridade --desmontando a imagem de gestor público que tem tudo na ponta da língua.

No final, Alckmin falou, pela primeira vez, de frente para a câmera. Suas prioridades são saúde, educação e segurança pública, disse. Talvez tenha sido tarde, depois de desempenho tão desapontador.

Agora, é esperar para ver qual será a técnica e a abordagem com Lula --esse também um candidato cheio de respostas nunca dadas sobre atos de corrupção em seu governo.



Escrito por NOOS às 13h07
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TOMA FFHH!!!

 

Os dois próximos tópicos são ‘copiados e colados’ do Blog do Marcelo Coelho. São para comentar o texto do FFHH no Estadão do último sábado (5/08/2007).

Toma papudo!!!

 

Lições de FHC

Não é uma confissão fácil de fazer, mas acho que meu ex-presidente favorito é o José Sarney. Leio o que ele escreve às sextas-feiras na Folha, e não me sinto agredido na inteligência; ele não posa de dono da verdade, e passa pelo fato de ter sido chefe de governo com a elegância de um anfitrião à moda antiga, que cuida de entreter seus convidados sem ligar se está pisando em alguma sujeira debaixo do tapete.

 

Com Fernando Henrique Cardoso é outra história. Envolve-se no bate-boca político, sem abandonar o tom professoral. Quando ataca seu sucessor, é sempre deselegante e gabola ao mesmo tempo; faz pose de magistrado, mas suas sentenças, quando não banais, servem apenas como tentativa de auto-absolvição.

 

O artigo dele hoje no Estado, propondo um “Plano Real político”, é dessas peças de antologia. FHC diz que é preciso fazer com as instituições políticas o que se fez, na década de 90, com as econômicas. Logo no segundo parágrafo, uma pirueta de artista:

 

Sei que os críticos perguntarão: vocês que estiveram no governo, por que não fizeram isso?

 

Segue-se uma frase virtuosística, que tem de ser analisada aos poucos.

 

Embora o não tê-lo feito não invalide a premência de atuar agora, já respondi inúmeras vezes que (...)

 

Calma, que já ficou bem confuso. Se uma reforma necessária não foi feita, é óbvio que com o tempo sua necessidade se torna cada vez mais premente sua necessidade. Nada invalidaria nada, ao contrário do que sugere FHC. Quando os críticos lembram que FHC deixou de fazer essa reforma, não estão dizendo que ela é desnecessária. Dizem apenas que FHC não tem muita moral para exigir essa reforma, porque não a fez.

 

E por que não fez? Primeira razão apontada por FHC: havia outras reformas mais urgentes, na área da economia e da reorganização do Estado. Certo.

 

O incrível é que no seu artigo FHC esquece uma outra coisa, muito urgente na época, que foi a emenda de sua reeleição. Foi isso, e não a reorganização da economia, que tomou o espaço de uma reforma política mais ampla. As duas coisas poderiam ter sido feitas; mas FHC preferiu apenas cuidar do seu mandato.



Escrito por NOOS às 13h38
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Lições de FHC (2)

 

No seu artigo para o Estado de hoje, Fernando Henrique poderia  poderia apontar várias razões para não ter feito a reforma política em seu governo. Diz que havia questões mais urgentes na economia e na administração, esquecendo-se de mencionar as energias que consumiu na emenda que lhe garantisse a reeleição.

 

Poderia, em todo caso, reconhecer que essa reforma não houve, e continuar seu raciocínio. Mas o que se segue é outra pirueta: depois de dizer que não houve condições de propor a reforma, FHC diz que  apoiou, sim, medidas de reforma política. A mais importante das quais, lembra ele, foi... a introdução do voto eletrônico! Nessa linha, Lula poderia dizer que reformou a aviação brasileira ao aposentar o Sucatão. Não faltam modernizadores em nosso Estado.

 

Já na metade do artigo, FHC aborda a questão da candente da moralidade pública, da “ladroagem que ronda o Congresso e o governo”.

Ronda? O termo é prudente. Mas o que chama atenção é a estrutura lógica do trecho seguinte.

 

É contra isso que a população se revolta e é disso que deriva o mal estar corrente no país, a despeito de os indicadores sociais e econômicos mostrarem algum avanço. É por isso que a reforma política se transformou em precondição para o êxito de quaisquer políticas públicas. A restauração da seriedade das instituições e o respeito à ética se tornaram necessários para o próprio crescimento da economia.

 

Enunciam-se três banalidades num raciocínio desconexo. Primeiro, há um mal-estar em função da ladroagem. Por causa desse mal-estar, diz FHC, a reforma política é precondição da eficiência das políticas públicas. Conclui-se que o respeito à ética é necessário para o crescimento econômico.

 

No plano das sugestões concretas, há a defesa do voto distrital, que para FHC nem precisa ser misto. “Para que complicar a compreensão do eleitor?” O povo brasileiro agradece, mas a simplicidade da fórmula defendida por FHC teria o efeito de trazer grandes distorções na representatividade do eleitorado. No voto distrital puro, se um partido tivesse 49% dos votos num distrito, e perdesse de outro com 51% dos votos, não elegeria ninguém nesse distrito: o resultado seria exatamente o mesmo se tivesse 2% contra 98% de seu concorrente. Para evitar tais distorções é que existe o sistema misto, que reequilibraria a composição do Legislativo com representantes “extra-distritais”, eleitos proporcionalmente. Mas para que complicar? Importa posar de estadista. E ainda, num romântico floreio final, permitir-se dizer que “nâo se faz boa política sem sonhar”. O sonho seria a introdução do parlamentarismo. Prefiro chamar de conversa para boi dormir.



Escrito por NOOS às 13h35
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