NOOSFERA
  

LULA DE NOVO!!!

 

DEBATE ABERTO

 

Via: Carta Maior

 

 

Nunca é demais lembrar que, em política, é legítimo avaliar um acusado pela trajetória dos acusadores. Vale, então, reparar em quem são muitos daqueles que abriram fogo contra Lula. São os mesmos que não hesitaram em apoiar o Golpe de 64, que sabotaram as Diretas Já, que apoiaram Collor e o programa neoliberal de FHC até o fim.

 

 

 

 

Lendo Horácio
Mesmo o dilúvio
Não durou eternamente.
Veio o momento em que
As
águas negras baixaram.
Sim, mas quão poucos
Sobreviveram. (Bertold Brecht)





Aos mais novos é necessário revelar quem são os autores dos roteiros repisados da política brasileira. A construção simbólico-política da persona do presidente Lula não oferece elementos novos. Sequer a estrutura discursiva é alterada. Tal como em antigas tragédias não faltam catarses, mas as narrativas guardam tão pouca preocupação com a verossimilhança que talvez seja mais apropriado falarmos em farsa. Um gênero tão recorrente em nossa história que com ela se confunde.

Nunca é demais lembrar aos jovens que, em política, é legítimo avaliar um acusado pela trajetória dos acusadores. Abre-se espaço para o exercício do contraditório, bem como se amplia o campo de visão. A historiografia só é possível se comporta tensionamentos. E são eles, em sua centralidade, os alvos móveis que os aparelhos ideológicos buscam ocultar nos relatos de conflitos. O ódio de classe aparece travestido de indignação cívica.

Uma leitura ligeira dos principais veículos da grande imprensa dá conta do seguinte quadro: Lula e seu partido, transformaram-se, após as eleições realizadas em 2002, respectivamente, numa liderança conservadora e em um partido sem projeto de nação. Reiteradamente se afirma que a não-ruptura com a política econômica do governo anterior demonstra que o país foi vítima de um estelionato eleitoral. Tanto mais grave se a ele somarmos supostos esquemas de corrupção, com destaque para o "mensalão'. É assim, com simplificações grosseiras e distorções calculadas, que os bolsões antipetistas tentam conformar o senso crítico do eleitor mediano. Apostam em duas variáveis: desencanto e desinformação. Misturando moral privada e pública, embaralham as cartas que dão sentido à política desde a modernidade. Mas, afinal, o que move os "soldados cívicos" encastelados em redações e blogs ? O que torna o presidente da República um ator político imperdoável? A tal ponto que a oposição não hesita em chamá-lo de bêbado e analfabeto. O que classificam como debate qualificado não passa de baixaria, ofensa pessoal. Mas o que leva o fígado a ditar os termos do discurso? A moralidade pública? A traição programática e o aliancismo decorrente? Afinal, o que empolga os Corifeus?

continua...



Escrito por NOOS às 16h46
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LULA DE NOVO!!! -  continuação...

 

A ofensiva da direita já não esconde objetivos nem atualiza métodos. Deixa claro o jogo e mostra o cacife que dispõe. No limite, aposta no esquecimento do passado recente para agir com desenvoltura. Como assinalou Mauro Santayana, ''enganam-se os que pensam que a oposição a Lula é mobilizada pelo combate à corrupção''. Em que pese às concessões ao capital e o transformismo de seus principais quadros, o governo possui, após meses de intenso bombardeio, uma significativa base popular de apoio. Fato tão novo quanto incômodo para uma classe dominante acostumada a transitar com desenvoltura em sociedade fracionada. O que fazer? Não nos iludamos com retórica de ocasião. Os condestáveis do patrimonialismo não têm qualquer compromisso com ética na política, estabilidade institucional e consolidação democrática. Jogam sujo e pesado. E nisso contam com inequívoca colaboração das oficinas de consenso das grandes redações.

Na verdade, o que aflige o reacionarismo é o êxito das políticas sociais do governo. Dados da Pesquisa Nacional de Amostra por Domicílio (PNAD) registram recuperação do rendimento médio da população, em queda desde 1997. O nível de ocupação atingiu 56,3%, o maior desde 1996. O Índice de Gini demonstra queda na concentração de renda, com metade da população que ganha os menores rendimentos obtendo ganho real de 3,2%. O melhor resultado nos últimos 24 anos. Adicionemos a isso o Bolsa-Família, programa de renda familiar básica, que atende a oito milhões de famílias.

Como destacamos, em artigo publicado nesta agência, "Poderíamos citar a recuperação do salário mínimo e a taxa básica de juros, no menor patamar desde 2001, como exemplos de cegueira monetarista? E o que dizer dos avanços na reforma agrária e do diálogo com os movimentos sociais? A política externa não luta por uma integração soberana na região? Por que não debatemos isso? Por que afirmar continuidades onde há disjunções? A resposta é simples: os dados acima mostram o inaceitável. Há, apesar dos pesares, uma política redistributiva em andamento. E isso é inconcebível para os setores que, como destacava Hebert de Souza, o saudoso Betinho, vivem um liberalismo de pernas curtas e consciência culposa. Uma prática política que só existe no reino do poder e do Estado patrimonialista".

E como soa aos ouvidos da direita furiosa, a informação publicada na grande imprensa, no início do mês? " O governo Lula produziu uma melhora considerável na classificação econômica dos eleitores a partir de 2003, revela pesquisa Datafolha. Cerca de 6 milhões de eleitores saíram da classe D/E. A maioria migrou para a C. Praticamente a metade dos 125,9 milhões de eleitores (49%) considera hoje que sua situação econômica vai melhorar. Ao mesmo tempo, houve um aumento no consumo, sobretudo de alimentos -37% dos eleitores passaram a consumir mais desde 2003. A melhora na renda se dá por uma combinação de cenário econômico positivo e forte aumento do gasto público dirigido aos mais pobres". ( Folha de São Paulo,9/7) Um soco no estômago dos que apostavam no desastre de rupturas voluntaristas ou na inépcia da política macroeconômica. Um desconforto inédito para quem não se livrou do legado escravagista.

continua...



Escrito por NOOS às 16h46
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LULA DE NOVO!!! - final

 

Não se iludam, eleitores mais jovens. O antilulismo deita raízes nos extratos sociais que só concebem democracia sem povo. E povo sem Estado e nação. Para eles, os princípios democráticos terminam na entrada da favela ou nas portas de fábrica. Endossaram todos os retrocessos políticos vividos no Brasil desde o Estado Novo. Por sua inserção subalterna no cenário internacional não foram capazes de elaborar um projeto de país. Para maximizar seus interesses, não hesitaram em apoiar todas as violações de normas constitucionais, dos direitos humanos, incluindo a tortura e os assassinatos políticos promovidos pelo regime militar de 64. Sabotaram, enquanto puderam, a campanha das Diretas Já. Apoiaram Collor e seu programa econômico. E só aderiram ao impeachment quando se asseguraram que ocorreria nos marcos de um pacto intraelites. Durante oito anos, sob a batuta de FHC, levaram o país à beira do precipício financeiro. Derrotados eleitoralmente em 2002, mantêm considerável capilaridade política e apoio incondicional da mídia.

Daqui a pouco mais de três meses, o eleitorado precisará decidir novamente. Desta vez, contudo, a escolha será mais dramática. Alckmin representa o retrocesso, a diminuição dos gastos públicos, a retomada das reformas neoliberais e a supressão de direitos. Contará em sua campanha com especialistas em terrorismo eleitoral. Gente do naipe do senador Jorge Bornhausen, ACM e Agripino Maia. Terá, ainda, o apoio coerente de Roberto Freire, um ex-comunista que nunca pestanejou em aderir aos projetos da direita. A vitória deste grupo confirmará nossa história como produção de desigualdade. Formação política onde princípios fundamentais tais como igualdade; liberdade, diversidade, solidariedade e participação são penduricalhos sem sentido.

Por isso, peço aos mais jovens cautela e reflexão. É preciso aprender com os erros recentes. Resgatar um projeto contra-hegemônico requer coragem e coerência. A ação da esquerda nos marcos do Estado de Direito deve conciliar política institucional com a dinâmica dos movimentos sociais dos quais se origina. E o único avanço possível tem nome e sobrenome. Luís Inácio Lula da Silva: político orgânico, cidadão do agreste pernambucano. Pensem nisso, mais uma vez.

_____________ 

Gilson Caroni Filho é professor de Sociologia das Faculdades Integradas Hélio Alonso (Facha), no Rio de Janeiro, e colaborador do Jornal do Brasil, Observatório da Imprensa e La Insignia.



Escrito por NOOS às 16h45
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TODOS ELLES AMAM HH

Via: PT

Por: Valter Pomar

O crescimento das intenções de voto na candidatura da senadora Heloisa Helena (PSOL-PSTU-PCB), detectado por pesquisas Vox Populi e Datafolha, foi recebido com entusiasmo nas fileiras tucano-pefelistas, para quem a chance de um segundo turno na disputa presidencial está diretamente vinculada ao desempenho da senadora.

 

O entusiasmo da direita é um pouco fingido e duplamente prematuro.

 

Fingido, porque um segundo turno sempre foi o mais provável. Foi assim em 1989 e 2002. Em 1994 e 1998, FHC só ganhou no primeiro turno graças ao apoio maciço do grande capital, dos meios de comunicação e no embalo do Real.

 

Nas eleições de 2006, enquanto Lula é superconhecido e está praticamente no seu "teto" de votos, nossos oponentes são pouco conhecidos; à medida que a campanha divulga suas candidaturas, cresce seu potencial de votos. E, com dificuldades para fazer Alckmin decolar, o Jornal Nacional e os meios de comunicação em geral estão sendo supergenerosos com HH.

 

O entusiasmo da direita é prematuro porque, para garantir o segundo turno, é preciso que HH mantenha uma boa performance eleitoral, até e no primeiro domingo de outubro. Analistas insuspeitos de simpatia pelo PT consideram que isto pode acontecer, mas alertam para a possibilidade de HH ser "fogo de palha", que se apague quando começar o horário eleitoral gratuito.

 

Prematuro, também, porque não basta que Heloísa Helena seja bem votada. É preciso, simultaneamente, que Alckmin cresça e que Lula perca votos. Senão, mesmo com HH bem cotada, Lula ainda pode ganhar no primeiro turno.

 

E aí está o nó: o crescimento de HH nas últimas pesquisas foi mais forte no eleitorado tucano-pefelista. Daí se explica o esforço, feito pelo comando da campanha Alckmin e por seus aliados na imprensa, em mostrar para a senadora o caminho das pedras, ou seja, como crescer tirando votos de Lula.

 

O campeão deste tocante esforço pedagógico é o incomparável pefelista César Maia, que vem dando instruções públicas à senadora, sobre como ela deve se portar e o que deve dizer. Não se sabe se em atenção a este conselheiro ou a outros, é fato que a senadora vem tentando suavizar sua imagem, embora aqui e ali venha à tona sua verdadeira personalidade, como quando chamou de "empregadinho" o ministro Tarso Genro, numa linguagem típica da Casa Grande.

 

De maneira mais fina e indireta, três importantes colunistas da grande imprensa também deram sua colaboração, nas edições de 20 de julho, ao esforço de mostrar para HH que sua performance depende dela se apresentar como herdeira do "verdadeiro Lula". 

 

 

Continua...



Escrito por NOOS às 16h43
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TODOS ELLES AMAM HH

Via: PT

 

TODOS ELLES AMAM HH – continuação...

 

 

É o caso da colunista Dora Kramer (OESP), que qualificou assim a senadora: “mulher, valente, amena no trato, uma fera na tribuna, símbolo da resistência da velha esquerda, vítima do autoritarismo do PT, petista que se recusou a vender a consciência aos ditames do poder. O perfil da senadora é, por si só, uma receita de sucesso”. Até o PSOL, que conhece a peça, seria mais comedido no elogio.

 

Para Jânio de Freitas, o desempenho da senadora serve para demonstrar que em nome das "circunstâncias do mundo atual, e particularmente as do Brasil, [que] pedem mais realismo do que utopias, ninguém precisa abandonar seus sonhos”. Segundo Jânio, se a Senadora trouxer “o sonho para perto do chão dos eleitores frustrados", isto poderá resultar em "provável êxito eleitoral". Completa assim o colunista: "O programa [de HH] está incumbido ao vice da chapa, César Benjamin, que é muito qualificado”. Ou seja: se trocar o discurso maximalista por algo mais "realista", aumentariam suas chances de seguir sonhando, enquanto serve de escada para Alckmin ir ao segundo turno.

 

Outro que foi na mesma toada é Merval Pereira, para quem HH "vem ganhando pontos nas pesquisas devido a um segmento do eleitorado que continua querendo as mudanças que Lula prometeu e não entregou". Mesmo que venha a tirar votos de Alckmin, Merval Pereira reconhece que HH estará "ajudando a levar a disputa para o segundo turno, sendo improvável que se revele uma concorrente capaz de ser uma alternativa oposicionista mais viável que Alckmin".

 

O problema que incomoda estes colunistas e o comando de campanha de Alckmin é que, ao menos no momento, segundo O Globo, "dos que declaram ter votado em Lula no segundo turno de 2002, 10% darão seu voto a Heloísa Helena, que hoje obtém 11% entre os eleitores de José Serra". E, na parcela de seus eleitores que admite mudar de voto, a maior parte opta por Alckmin, não por Lula.

 

Ou seja: se HH é muito provavelmente a candidata preferida dos militantes que romperam com o PT, ela está muito longe de ser a candidata dos eleitores eventualmente insatisfeitos com o governo Lula e que poderiam migrar para ela no primeiro turno. O sonho da direita é que ela se torne isto, tirando votos de Lula e ajudando Alckmin a ir para o segundo turno, nas melhores condições possíveis. Mas hoje seu eleitorado combina, em maior dose, votos de terceira via com votos de protesto vindos da direita, do mesmo tipo que, em eleição passada, beneficiou Enéas.

continua...



Escrito por NOOS às 16h43
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TODOS ELLES AMAM HH – final

 

Via: PT

 

Acontece que a medida que a eleição vai se aproximando do segundo turno, diminui a possibilidade de HH receber o voto de protesto vindo da esquerda. À medida que fica claro que a eleição será decidida em dois turnos e que a vitória será por uma diferença apertada, cada vez mais eleitores perceberão que votar em Heloísa Helena serve apenas para ajudar Alckmin a ir para o segundo turno. E devem, portanto, manter seu voto em Lula, que aliás é o candidato cuja intenção de voto é mais sólida.

 

Se este raciocínio estiver correto, HH pode consolidar sua votação nos setores em que hoje possui mais apoio, exatamente ali onde a esquerda mais radical convive com a classe média mais conservadora. Numa linguagem meio ultrapassada, mas sempre precisa, na "pequena burguesia", que na história do Brasil foi base social tanto do udenismo quanto do esquerdismo.

 

O inimigo do PT, nesta eleição, é Geraldo Alckmin e sua coligação. O inimigo do PT não é Heloísa Helena, nem os partidos que a apóiam. Infelizmente, a recíproca não é verdadeira. Heloísa Helena nos trata como inimigos.

 

Só em outubro vai ser possível analisar cientificamente a "performance" eleitoral de Heloísa Helena, quando ela própria terá que escolher entre Lula e Alckmin. Ali será sua hora da verdade e também o que decidirá o futuro imediato do PSOL, do PSTU e do PCB.

 

Dentro desses partidos, há muita gente boa cujo sonho é construir mais um partido de esquerda no Brasil, que seja de massas e que possa competir com o Partido dos Trabalhadores, criando um sistema partidário semelhante ao que existiu, noutras épocas, em países como Chile, França, Espanha, Itália e Alemanha, onde dois grandes partidos de massa disputavam influência sobre a classe trabalhadora.

 

Infelizmente, nesta quadra da história brasileira, este sonho está vinculado à uma vitória da direita nas eleições de 2006. E está dependente de uma liderança cujo discurso oscila do esquerdismo ao udenismo com uma velocidade impressionante. Suas recentes críticas a Chavez e sua posição sobre o aborto, por exemplo, não são de esquerda. Mas ajudam a entender por que todos elles amam HH.

 

Valter Pomar é secretário de relações internacionais do PT.



Escrito por NOOS às 16h43
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AS ÚLTIMAS FALÁCIAS SOBRE AS ELEIÇÕES



Por Flávio Aguiar

Via: PT

Nas últimas semanas cresceram as tentativas de definir, no grito, como se diz, os rumos e as interpretações sobre as eleições.

A primeira e a mais grosseira delas – mas logo acolhida pelas manchetes principais da imprensa – foi a de vincular o PCC ao PT. Não colou. Em primeiro lugar, nada foi investigado. Tratava-se apenas de gerar frases impressionantes para os que só lêem as manchetes nas bancas ou em casa, e para aproveitamento posterior, se autorizadas, em programas de TV no horário eleitoral.

É até possível que o PCC tenha algum rancor contra o PSDB. É difícil medir isso com precisão. Afinal de contas, um dos aspectos mais graves da situação da segurança pública em São Paulo, é a de que ela deixou de ser pública. Ninguém sabe o que aconteceu nem o que está acontecendo. Os tempos da ditadura militar nos legaram o triste espólio dos desaparecidos. Em São Paulo enfrentamos a realidade dos invisíveis: quem morreu? Por que morreram os que morreram? Houve acordo do governo com o PCC? Parece que sim, mas...

O mas... é o aspecto mais complicado da questão, porque permite uma profusão de hipóteses, uma mais sinistra do que a outra. A mais abrangente é a de que haveria na verdade um acordo antes da remoção dos presos para Presidente Venceslau no começo de maio. Essa remoção foi, na verdade, a ruptura do acordo que haveria, daí os ataques de 12 de maio, que seriam uma retaliação.

Depois a situação fica mais confusa ainda. Não se sabe até hoje a identidade de vários dos mortos, nem seu número exato, nem por que nem como morreram, há informações sobre execuções que ficam sem investigação apropriada.

Mas essa situação caótica, provocada por uma política de segurança pública completamente inadequada do ponto de vista conceitual e anacrônica, como foi a de São Paulo faz muito tempo, jamais favoreceu partido algum de esquerda em eleições. Ao contrário, ela favorece tradicionalmente a direita. Se alguém sair favorecido dela será ainda a coorte dos que pregam as políticas truculentas, a construção de megapresídios e outras soluções aparentes, na verdade, mega becos sem saída.

A mais recente tentativa na mídia é semelhante a esta: trata-se de colar no PT e no governo Lula tudo o que diz respeito a “sanguessugas” e a só agora badalada máfia das ambulâncias. Novamente há indícios muito sérios de que isso vinha de antes. Mas não interessa, o que importa é malhar o governo. E na esteira vêm outros comentários da mesma laia. Israel arrasa o Líbano e atrapalha a saída de brasileiros? É uma humilhação para o governo Lula! A rodada Doha empacou, estão todos desesperados, uma representante dos EUA saiu batendo as portas: não importa, o fracasso foi da política do governo Lula! E por aí se vai.

Continua...



Escrito por NOOS às 16h39
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AS ÚLTIMAS FALÁCIAS SOBRE AS ELEIÇÕES – continuação...

Mas o caso mais interessante dos últimos tempos foi o da interpretação da ascensão nos votos da senadora Heloisa Helena. É certo que ela foi catapultada por um auxílio da mídia. Mas o que ela capta tem moto próprio, ainda que ela capte votos em águas muito diferentes entre si. Uma parte do seu voto vem do auto-descontentamento petista; outra parte vem de um descontentamento fluido e generalizado; há um voto feminino; e há um voto de direita, baseado no eterno moralismo que divide a cena política em “bons” e “maus” administradores e assim “naturaliza” as diferenças políticas dos projetos, sempre a favor daqueles que nada querem mudar e criam um véu de aparência ética em torno de suas atitudes, que protegem, no fundo, a imoral desigualdade da sociedade brasileira.

Essa captação de votos em várias águas tem mais a ver com a atuação ambígua da própria senadora, que ora dá duas no prego, ora três na ferradura, do que com qualquer outra coisa. De um lado, faz um discurso à esquerda, atacando as concessões da política econômica aos valores do mundo financeiro; de outro, faz um discurso à direita, quando, por exemplo, diz que no seu governo nem Bush nem Chávez mandarão no Brasil.

Mas esse movimento ganhou uma interpretação quase unânime de que favorece Alckmin e ameaça Lula. Essa interpretação nasce mais da impossibilidade, até o momento, da candidatura de Alckmin tornar-se auto-sustentável. Até pode ser que eventualmente uma parcela ponderável de eleitores de Heloísa Helena venha a votar em Alckmin num segundo turno. Mas esses seriam eleitores que jamais votariam em Lula; são eleitores que estão descontentes com a própria candidatura tucana, seja lá por que razão for. O que não se cria, até o momento, é a hipótese de que a candidatura tucana mais necessitaria, que é a de migração de votos de Lula para Alckmin através de Heloísa Helena, além da migração direta de um para o outro.

Há um esforço no ar, na mídia e fora dela, de fazer de Alckmin o Felipe Calderón do Brasil. Felipe Calderón foi o candidato conservador que, saindo de um percentual menor nas pesquisas iniciais, empatou no final com López Obrador, o candidato de esquerda, e num pleito conturbado e com indícios graves de fraude, venceu por pequena margem no final. Nessa disputa os votos nulos pregados pelos zapatistas e o voto centrista dado à candidata Mercado (1,2 milhões de votos, quando a diferença de votos entre Calderón e Obrador ficou em 250 mil votos num universo de 60 e tantos milhões), foram decisivos.

Mercado se apresentava como uma candidatura mais contestadora do “sistema político”, baseada em movimentos sociais de classe média, voto feminino, voto verde e outros. No caso, a atuação combinada de Mercado e dos zapatistas cortou o contato de Obrador com setores importantes nas franjas do eleitorado que poderia ser seu, e foi decisiva na eleição.


Continua...



Escrito por NOOS às 16h39
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AS ÚLTIMAS FALÁCIAS SOBRE AS ELEIÇÕES – final


A senadora e seu discurso estão assim entre o dos zapatistas (embora não peçam o voto nulo, mas no sentido de embargar o caminho do candidato que está pegado ao seu no espectro político) e o de Mercado (pegando o voto difuso de uma classe média que não se identifica, por várias razões, com o voto nos candidatos a que tendem as maiorias polarizadas).

Como a senadora é uma, e não duas opções, como ocorreu no México, ela terá, no curso dos acontecimentos, que escolher, porque uma das mostras que essas eleições estão trazendo é a de que o eleitorado está muito mais polarizado em torno de proposições definidas do que querem apresentar os nossos tradicionais “formadores de opinião”. Se for para a esquerda, definirá melhor o patamar ideológico sobre o qual dizem se afirmar ela e seu partido; se for para a direita ou ficar na indefinição, fará jus ao certificado de udenista rediviva cuja ameaça paira sobre sua cabeça.

Uma outra dimensão em que as esquerdas – como um todo – precisam atentar é para a internacionalização dessas eleições brasileiras. Nunca a platéia internacional esteve tão atenta e tão engajada na nossa cena nacional. É artigo do Financial Times para cá, do Wall Street Journal para lá, é avaliação de casa bancária de um lado, de agência de avaliação econômica do outro, é impressionante. O mundo – o da esquerda e o da direita – sabe que a eleição brasileira é decisiva em escala mundial. Por isso também os representantes da ideologia neoliberal no Brasil se empenham tanto em desmoralizar a política externa do governo Lula e apresentar o seu interessante sucesso como um retumbante fracasso, no varejo e no atacado.

Num quadro desses não se pode entrar numa campanha com espírito paroquial, pensando apenas em picuinhas micuins, que é o que a direita faz, enquanto não mostra como pretende administrar a grande fatia do bolo: neutralização das políticas sociais, engajamento internacional subordinado, manutenção dos velhos cacicatos nas regiões definidas como “atrasadas” e dos novos nas definidas como “modernas”.

Uma coisa, de tudo isso, é certa: no presente contexto, candidaturas de direita carecem de luz própria para o conjunto mais amplo da população. Dependem de quem lhes queira emprestar alguma.

Flávio Aguiar é professor de Literatura Brasileira na Universidade de São Paulo (USP) e editor da TV Carta Maior.



Escrito por NOOS às 16h39
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LULA DE NOVO!!!

 

DEBATE ABERTO

 

Via: Carta Maior

 

 

Nunca é demais lembrar que, em política, é legítimo avaliar um acusado pela trajetória dos acusadores. Vale, então, reparar em quem são muitos daqueles que abriram fogo contra Lula. São os mesmos que não hesitaram em apoiar o Golpe de 64, que sabotaram as Diretas Já, que apoiaram Collor e o programa neoliberal de FHC até o fim.

 

 

 

 

Lendo Horácio
Mesmo o dilúvio
Não durou eternamente.
Veio o momento em que
As
águas negras baixaram.
Sim, mas quão poucos
Sobreviveram. (Bertold Brecht)




Aos mais novos é necessário revelar quem são os autores dos roteiros repisados da política brasileira. A construção simbólico-política da persona do presidente Lula não oferece elementos novos. Sequer a estrutura discursiva é alterada. Tal como em antigas tragédias não faltam catarses, mas as narrativas guardam tão pouca preocupação com a verossimilhança que talvez seja mais apropriado falarmos em farsa. Um gênero tão recorrente em nossa história que com ela se confunde.

Nunca é demais lembrar aos jovens que, em política, é legítimo avaliar um acusado pela trajetória dos acusadores. Abre-se espaço para o exercício do contraditório, bem como se amplia o campo de visão. A historiografia só é possível se comporta tensionamentos. E são eles, em sua centralidade, os alvos móveis que os aparelhos ideológicos buscam ocultar nos relatos de conflitos. O ódio de classe aparece travestido de indignação cívica.

Uma leitura ligeira dos principais veículos da grande imprensa dá conta do seguinte quadro: Lula e seu partido, transformaram-se, após as eleições realizadas em 2002, respectivamente, numa liderança conservadora e em um partido sem projeto de nação. Reiteradamente se afirma que a não-ruptura com a política econômica do governo anterior demonstra que o país foi vítima de um estelionato eleitoral. Tanto mais grave se a ele somarmos supostos esquemas de corrupção, com destaque para o "mensalão'. É assim, com simplificações grosseiras e distorções calculadas, que os bolsões antipetistas tentam conformar o senso crítico do eleitor mediano. Apostam em duas variáveis: desencanto e desinformação. Misturando moral privada e pública, embaralham as cartas que dão sentido à política desde a modernidade. Mas, afinal, o que move os "soldados cívicos" encastelados em redações e blogs ? O que torna o presidente da República um ator político imperdoável? A tal ponto que a oposição não hesita em chamá-lo de bêbado e analfabeto. O que classificam como debate qualificado não passa de baixaria, ofensa pessoal. Mas o que leva o fígado a ditar os termos do discurso? A moralidade pública? A traição programática e o aliancismo decorrente? Afinal, o que empolga os Corifeus?

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Escrito por NOOS às 16h13
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LULA DE NOVO!!! -  continuação...

 

A ofensiva da direita já não esconde objetivos nem atualiza métodos. Deixa claro o jogo e mostra o cacife que dispõe. No limite, aposta no esquecimento do passado recente para agir com desenvoltura. Como assinalou Mauro Santayana, ''enganam-se os que pensam que a oposição a Lula é mobilizada pelo combate à corrupção''. Em que pese às concessões ao capital e o transformismo de seus principais quadros, o governo possui, após meses de intenso bombardeio, uma significativa base popular de apoio. Fato tão novo quanto incômodo para uma classe dominante acostumada a transitar com desenvoltura em sociedade fracionada. O que fazer? Não nos iludamos com retórica de ocasião. Os condestáveis do patrimonialismo não têm qualquer compromisso com ética na política, estabilidade institucional e consolidação democrática. Jogam sujo e pesado. E nisso contam com inequívoca colaboração das oficinas de consenso das grandes redações.

Na verdade, o que aflige o reacionarismo é o êxito das políticas sociais do governo. Dados da Pesquisa Nacional de Amostra por Domicílio (PNAD) registram recuperação do rendimento médio da população, em queda desde 1997. O nível de ocupação atingiu 56,3%, o maior desde 1996. O Índice de Gini demonstra queda na concentração de renda, com metade da população que ganha os menores rendimentos obtendo ganho real de 3,2%. O melhor resultado nos últimos 24 anos. Adicionemos a isso o Bolsa-Família, programa de renda familiar básica, que atende a oito milhões de famílias.

Como destacamos, em artigo publicado nesta agência, "Poderíamos citar a recuperação do salário mínimo e a taxa básica de juros, no menor patamar desde 2001, como exemplos de cegueira monetarista? E o que dizer dos avanços na reforma agrária e do diálogo com os movimentos sociais? A política externa não luta por uma integração soberana na região? Por que não debatemos isso? Por que afirmar continuidades onde há disjunções? A resposta é simples: os dados acima mostram o inaceitável. Há, apesar dos pesares, uma política redistributiva em andamento. E isso é inconcebível para os setores que, como destacava Hebert de Souza, o saudoso Betinho, vivem um liberalismo de pernas curtas e consciência culposa. Uma prática política que só existe no reino do poder e do Estado patrimonialista".

E como soa aos ouvidos da direita furiosa, a informação publicada na grande imprensa, no início do mês? " O governo Lula produziu uma melhora considerável na classificação econômica dos eleitores a partir de 2003, revela pesquisa Datafolha. Cerca de 6 milhões de eleitores saíram da classe D/E. A maioria migrou para a C. Praticamente a metade dos 125,9 milhões de eleitores (49%) considera hoje que sua situação econômica vai melhorar. Ao mesmo tempo, houve um aumento no consumo, sobretudo de alimentos -37% dos eleitores passaram a consumir mais desde 2003. A melhora na renda se dá por uma combinação de cenário econômico positivo e forte aumento do gasto público dirigido aos mais pobres". ( Folha de São Paulo,9/7) Um soco no estômago dos que apostavam no desastre de rupturas voluntaristas ou na inépcia da política macroeconômica. Um desconforto inédito para quem não se livrou do legado escravagista.

continua...



Escrito por NOOS às 16h12
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LULA DE NOVO!!! - final

 

Não se iludam, eleitores mais jovens. O antilulismo deita raízes nos extratos sociais que só concebem democracia sem povo. E povo sem Estado e nação. Para eles, os princípios democráticos terminam na entrada da favela ou nas portas de fábrica. Endossaram todos os retrocessos políticos vividos no Brasil desde o Estado Novo. Por sua inserção subalterna no cenário internacional não foram capazes de elaborar um projeto de país. Para maximizar seus interesses, não hesitaram em apoiar todas as violações de normas constitucionais, dos direitos humanos, incluindo a tortura e os assassinatos políticos promovidos pelo regime militar de 64. Sabotaram, enquanto puderam, a campanha das Diretas Já. Apoiaram Collor e seu programa econômico. E só aderiram ao impeachment quando se asseguraram que ocorreria nos marcos de um pacto intraelites. Durante oito anos, sob a batuta de FHC, levaram o país à beira do precipício financeiro. Derrotados eleitoralmente em 2002, mantêm considerável capilaridade política e apoio incondicional da mídia.

Daqui a pouco mais de três meses, o eleitorado precisará decidir novamente. Desta vez, contudo, a escolha será mais dramática. Alckmin representa o retrocesso, a diminuição dos gastos públicos, a retomada das reformas neoliberais e a supressão de direitos. Contará em sua campanha com especialistas em terrorismo eleitoral. Gente do naipe do senador Jorge Bornhausen, ACM e Agripino Maia. Terá, ainda, o apoio coerente de Roberto Freire, um ex-comunista que nunca pestanejou em aderir aos projetos da direita. A vitória deste grupo confirmará nossa história como produção de desigualdade. Formação política onde princípios fundamentais tais como igualdade; liberdade, diversidade, solidariedade e participação são penduricalhos sem sentido.

Por isso, peço aos mais jovens cautela e reflexão. É preciso aprender com os erros recentes. Resgatar um projeto contra-hegemônico requer coragem e coerência. A ação da esquerda nos marcos do Estado de Direito deve conciliar política institucional com a dinâmica dos movimentos sociais dos quais se origina. E o único avanço possível tem nome e sobrenome. Luís Inácio Lula da Silva: político orgânico, cidadão do agreste pernambucano. Pensem nisso, mais uma vez.


 

Gilson Caroni Filho é professor de Sociologia das Faculdades Integradas Hélio Alonso (Facha), no Rio de Janeiro, e colaborador do Jornal do Brasil, Observatório da Imprensa e La Insignia.



Escrito por NOOS às 16h12
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PARA REFRESCAR A MEMÓRIA DA TUCANALHA!!! - continuação...

Um processo criminal, outro civil

Agora, porém, o procurador-geral de Justiça de São Paulo, Rodrigo César Rebello Pinho, mandou investigar as denúncias de irregularidades no governo Alckmin, entre elas a do guarda-roupa de 400 peças. São dois procedimentos, um criminal e outro civil. Indagado sobre eventual intimação do ex-governador para depor, Pinho declarou: "Essa questão será examinada."


Longe de ser um inimigo de Alckmin, o procurador-geral acaba de ser reconduzido por ele. Mas afirma que isso não prejudica a independência do Ministério Público. "Toda representação que chega acompanhada de subsídios deve ser investigada, mas não podemos antecipar nenhuma

 conclusão”, afirma.


Presente “com base em que?”


As investigações foram abertas com base em representações do deputado Romeu Tuma (PMDB). Uma representação pede apuração sobre "eventual ato de improbidade" da ex-primeira dama   por ter recebido "doações irregulares, centenas de vestidos, à guisa de presentes".


"Com base em que foi a sra. primeira dama presenteada no exercício da função de presidente do Fundo Social de Solidariedade?", diz Tuma. "Ciente de que as doações compõem as receitas do Fundo, que fim deu aos vestidos? Confundiu-se o público e o privado por quê?"


Afora este aspecto, pesa na repercussão da notícia o tipo de vida privada que o casal Alckmin valoriza e cultiva. Por exemplo, a vinculação da família com a Daslu, a loja do alto luxo em São Paulo: a filha do casal, Sofia Alckmin, além de  responsável pelo setor de novos negócios da Daslu, ao que indicam as investigações teria se envolvido também na espécie de contrabando de griffe que levou a proprietária da loja a algumas horas de

prisão e notoriedade.

 



Escrito por NOOS às 11h50
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PARA REFRESCAR A MEMÓRIA DA TUCANALHA!!!

MP apura presentes para Lu e mais denúncias contra Alckmin

 

A Procuradoria-Geral da Justiça do Ministério Público de São Paulo abriu procedimentos para investigar denúncias de atos ilícitos no governo do Estado de São Paulo durante a gestão Geraldo Alckmin. O presidenciável do PSDB é acusado de favorecimento nos contratos de publicidade da Nossa Caixa e no patrocínio da revista Ch´an Tao. Mas o caso que mais parece impactar a opinião pública é o das mais de 400 peças de roupa doadas pelo estilista Rogério Figueiredo à ex-primeira dama Lu Alckmin.

 

O tema foi introduzido pela colunista Mônica Bergamo, do jornal Folha de S. Paulo: o estilista confirmou ter doado à primeira dama as 400 peças, “ou cerca de 200 modelos completos”. "Eu tenho a prova de que foram feitas mais de 400 peças de roupa", disse  Figueiredo à jornalista. “Ela nunca pagou nada”, agregou. Seus vestidos   custam de R$ 3 mil a R$ 5 mil.

O guarda-roupa e sua imagem

Madame Alckmin negou as 400 peças, dizendo que foram 40, já doadas a uma instituição de caridade, a Fraternidade Irmã Clara. A presidente da Fraternidade, Elizabeth Teixeira, diz "não ter conhecimento" das doações.

A imagem de um guarda-roupa com 400 peças, só de doações, despertou o imaginário popular. Os mais velhos recordam a esposa do ditador filipino Ferdinand Marcos, Imelda: ao fugir do país em 1986, quando o marido foi derrubado, ela levou consigo seus 900 pares de sapatos. O detalhe teve um

papel inusitado na consolidação do repúdio à ditadura.

Em entrevista à Folha nesta segunda-feira (3), o presidenciável tucano foi complacente para com o pecadilho da esposa: “Acho que foi um equívoco já corrigido. A Lu recebeu, usou e doou, não tem mais nenhum. Ela se equivocou, talvez até por inexperiência. Vivendo e aprendendo.”

 



Escrito por NOOS às 11h49
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