NOOSFERA
  

UMA PEQUENA NOTA DE ESCLARECIMENTO, ALGUMAS NOTAS DE REFLEXÃO, DIRIGIDAS AOS AMIGOS DO SAMPA.ORG E DE SEUS INTEGRANTES - final

 

6. Quanto ao enriquecimento ilícito, enfim... Vocês sabem que o que vem fácil, vai fácil. Gastamos muito no último ano. Só na orgia. Vejam no que deu. O Sampa.Org não consegue pagar a dívida do aluguel passado, o condomínio presente, computadores comprados há mais de um ano, dívidas eternas com amigos generosos, luz, telefone, etc. Salário, almoço e condução são palavras perdidas no tempo, luxos pequeno-burgueses. O sr. Maurício (aquele sem-vergonha) está sendo despejado, pois não consegue pagar o aluguel há quatro meses (uma mansão no Cambuci, 700 reais por mês). Também, gastou tudo em roupa, na noite, mulheres... O sr. Ademir, ao contrário do que foi dito, parou de fumar e de beber por promessa, na esperança de que a conta-poupança de sua esposa não seja consultada pela mesma. O sr. Flávio, diretor financeiro (esses são sempre pusilânimes, como se verá) esperou o pai cair de cama para surrupiar o cartão do banco, exatamente como fazia na década de 50, quando era adolescente. A sra. Vera teve um enfarto por estresse (não sabia mais onde gastar, crise de consumismo). O sr. Givanildo endoideceu, bradando ao vento contra "essa corja palaciana das altas cúpulas" que andou roubando seus sonhos. Ah, sim: alguns hoje vivem de bicos, cada um de acordo com seu perfil. Marco Polo vende fraldas, Lígia doa sangue. Cidão ganha um a mais como babá do filho da Claudiana. Esta tira um extra como babá do filho do Cido. Bruno vai e volta do Paraguai. Lisania tem participado profissionalmente de maratonas. João anda com uma camiseta que oferece serviços ("Quer emagrecer? Pergunte-me como!"). O máximo de dinheiro com que contamos no fim mês é a pensão deixada pelo finado marido da Carol. Ela está esperando que a morte do atual companheiro também deixe alguma coisa. Aliás, estão todos esperando por isso.

Assim sendo, pedimos a cada um dos milionários citados na ação cautelar que, se possível, contribuam com o Sampa. Prometemos, desta vez, não gastar tudo de uma vez.

Encerramos com uma dúvida que nos aflige: se formos presos por enriquecimento ilícito, as nossas dívidas são perdoadas? Se alguém tiver alguma noção de direito, por favor nos responda. Agradecemos antecipadamente a atenção dispensada.

 

Equipe Sampa.Org

Escrito por NOOS às 16h14
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UMA PEQUENA NOTA DE ESCLARECIMENTO, ALGUMAS NOTAS DE REFLEXÃO, DIRIGIDAS AOS AMIGOS DO SAMPA.ORG E DE SEUS INTEGRANTES - 4a. parte

 

4. Considerou-se que os membros do Sampa.Org são "estreitamente ligados aos agentes públicos contratantes", receberam "generosa remuneração" e participaram da geração de "uma nova forma de nepotismo". Não queremos comentar as estreitas ligações com os contratantes. Afinal, todos sabem, éramos tão queridos e tão bem tratados pela Prefeitura da Marta... Olha no que deu, acabaram desconfiando! O sr. Maurício também tentou explicar isso ao promotor, mas com aquela cara de pagão sem-vergonha que ele tem, como o servidor público iria acreditar?

 

5. Já que estamos (neste exato momento, acreditem) procurando em nossas gavetas esse vasto rol de contratos que nos enriqueceram, convém dizer que, até agora, achamos apenas o da Secretaria de Educação, aquele que não foi pago e nos quebrou. Fica emoldurado no marmóreo e brilhante saguão de entrada de nossa instituição, o visitante pode observá-lo logo após ultrapassar as portas em vidro jateado que nos guardam, abaixo do menor dos lustres da Boêmia. Mas temos esperança de encontrá-los em nosso CEDOC, apesar da desorganização local (o sr. Ademir, especialmente, bagunça tudo. Sem salário, deu para beber em excesso). De qualquer forma, é uma nova forma de nepotismo, não a antiga. Conservadora essa gente, quer sempre a antiga. Tradição, tradição, tradição. Dão a Morungaba como exemplo, atualmente. >



Escrito por NOOS às 16h14
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Agora a parte para rir...

UMA PEQUENA NOTA DE ESCLARECIMENTO, ALGUMAS NOTAS DE REFLEXÃO, DIRIGIDAS AOS AMIGOS DO SAMPA.ORG E DE SEUS INTEGRANTES - 3a. parte

Os fatos dos posts anteriores dizem respeito aos temas colocados pela mídia. Esta foi a resposta para a imprensa. Seguem agora comentários entre amigos, sobre o conteúdo da ação cautelar, que não serão tão sérios e ordenados porque não nos provoca indignação, apenas uma incerteza profunda: não saber quando é hora de rir ou chorar. Não se trata aqui de desrespeito à instituição ou à ação em si (Deus nos livre de tal heresia), mas sim de impulsos incontroláveis causados pela distância entre o texto e qualquer realidade vivenciada ou sonhada por nós. Esse distanciamento costuma ser a base da comédia. Porém, devido ao nosso dia-a-dia, o texto alcançou muitas vezes efeitos dramáticos na platéia do Sampa.Org. Mas também é preciso esclarecê-los, portanto:

 

1. O Sampa.Org jamais teve consultores contratados e/ou remunerados pela FGV e/ou pela FUNDEP. Fato já esclarecido em entrevista com o mesmo promotor pelo diretor do Sampa, Maurício Falavigna. Por algum motivo escuso (talvez o jeitão pouco confiável do referido Sr. Maurício) o promotor não deve ter acreditado. E afirmou que o Sampa teve consultores contratados, sim, e " Por conta disso, estas entidades também recebiam generosa remuneração, dinheiro originário dos cofres públicos". Passaram então a cofres privados. Alguém atrás do redator aqui, neste momento, suplica pela chave do cofre, de joelhos. Não dou.

 

2. Agora, talvez, a acusação cerne do documento. Dessa, realmente, será difícil escapar. Vejam só: " Resta saber se essas entidades e empresas eram as reais beneficiárias e se, somente elas, eram as destinatárias finais dos recursos públicos . Daí a presente ação visando a quebra de seus sigilos bancário, financeiro e fiscal". Diante de tamanha perspicácia, somos obrigados a contar a verdade. Pegamos essa enormidade de recursos públicos, de forma escusa (tão escusa que nunca achamos onde estavam guardados os recursos), advindos de contratos inexistentes com a FGV e a FUNDEP e, abnegadamente, doamos toda essa vultuosa quantia para a campanha do Professor Luisinho.

 

3. O promotor, ao tentar descrever os liames entre o IFF e o Sampa.Org, confunde corpo executivo com Conselho Deliberativo. Sim, no Conselho Deliberativo do Sampa.Org estavam presentes quatro membros do IFF. Nada mais natural, já que se trata da entidade de onde se originou o Sampa. Mas são conselheiros e, como tais, não podem exercer funções remuneradas. Além do que, creio que a maioria que receberá este e-mail sabe a diferença entre trabalhar numa ONG e ser conselheiro da mesma. Conhecemos pessoas que pertencem a doze ou quinze conselhos. O diretor do Sampa, o sr. Maurício Falavigna, tentou explicar essa realidade ao promotor. Porém, mais uma vez (esse sr. Maurício não tem mesmo uma cara muito cristã) o promotor não acreditou. Assim ficamos, portanto: os milhões que não recebemos de contratos que não assinamos não foram ilegalmente apenas para as mãos do Professor Luisinho, mas também para os bolsos dos nossos cada vez mais prósperos conselheiros, contanto que eles sejam também associados do IFF. Conselheiro nosso que não for do IFF, já avisamos de cara, não verá um tostão.



Escrito por NOOS às 16h13
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UMA PEQUENA NOTA DE ESCLARECIMENTO, ALGUMAS NOTAS DE REFLEXÃO, DIRIGIDAS AOS AMIGOS DO SAMPA.ORG E DE SEUS INTEGRANTES - 2a. parte

 

6. O processo de licitação deu-se por notório saber, contou com recomendações especiais de outras entidades que trabalham na mesma área e baseou-se no reconhecimento nacional e internacional alcançado pelo Sampa.Org. Aliás, a qualidade do trabalho parece não ser alvo de investigação.

 

7. O projeto contratado foi cumprido integralmente, com relatórios aprovados mensalmente pela Secretaria. No entanto, apesar de sua execução integral e da qualidade aprovada, o Sampa.Org recebeu apenas 55% do montante cobrado. O montante da dívida da Prefeitura para conosco alcançou R$500 mil.

 

8. A ação cautelar cita como membros do Sampa.Org, beneficiados por contratos (que não existiram, com exceção do acima mencionado), integrantes do Conselho Deliberativo da instituição. Quem conhece a realidade de organizações da sociedade civil, sabe de algumas coisas: conselheiros não podem ser remunerados, pertencem normalmente a mais de uma instituição (muitas vezes mais de dez instituições), e não pertencem ao dia-a-dia da organização, participando apenas de reuniões esporádicas.

 

9. Para completarmos o projeto, foi necessário utilizar verbas doadas ou de outros projetos, e em seguida endividarmo-nos pessoalmente para concluir estes últimos. Resumindo: o contrato com a Prefeitura quebrou o Sampa.Org, que hoje sobrevive – cercado de dívidas e cobranças – do esforço pessoal de seus integrantes e de alguns amigos.

 

10. Por fim, a quebra de sigilo bancário do Sampa.Org pode facilmente confirmar a situação acima descrita, mas é estranho não ter sido pedida pelo promotor ao próprio Sampa.Org em qualquer momento, desde o nosso depoimento em 2004. O que nos faz pensar também sobre o momento escolhido para dar a entrada nessa ação cautelar. Da qual, até o momento, não recebemos notificação. Esse foi um privilégio da imprensa, ao que parece notificada por meio de um libelo político, a que estamos respondendo neste momento.

Escrito por NOOS às 16h07
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UMA PEQUENA NOTA DE ESCLARECIMENTO, ALGUMAS NOTAS DE REFLEXÃO, DIRIGIDAS AOS AMIGOS DO SAMPA.ORG E DE SEUS INTEGRANTES - 1a. parte

 

Ao contrário do início desse processo difamatório inaugurado em 2004, de cunho eminentemente político, baseado pelo promotor público em recortes de jornais e incentivado por alguns vereadores, então de oposição, desta vez as acusações veiculadas pela imprensa merecem uma resposta mais acurada. Resposta que guarda esperança de esclarecer acusações absurdas para aqueles que nos conhecem, mas que porventura não mantenham conosco um contato diário, e que podem estar confusos com o que leram e ouviram nos últimos dias. Porque, para os que não nos conhecem de perto, o estrago já está feito: leram ou ouviram um "fato", entenderam uma "verdade", ou ainda, na melhor das hipóteses, neste momento já caíram no senso comum de que "onde há fumaça, há fogo". Qualquer processo posterior empreendido por nós para ressarcimento por danos morais não produzirá o mesmo efeito.

 

1. O Sampa.Org nasceu como um projeto de inclusão digital do Instituto Florestan Fernandes no ano de 2000, inaugurando os primeiros telecentros da cidade de São Paulo e iniciando um debate novo nesta cidade, propondo uma política pública de inclusão digital que realmente se realizou, se afirmou, se expandiu, com conseqüências para lá de reconhecidas.

 

2. No ano de 2002, o Sampa.Org deixou de ser um projeto e tornou-se uma organização não governamental independente, prosseguindo seus trabalhos de consultoria e de execução de projetos de inclusão digital.

 

3. O Sampa.Org é uma entidade não partidária, que trabalha em projetos contratados pelo setor público (independentemente do partido que ocupa a gestão no momento), pelo setor privado e com outras ONGs. Entre os membros fixos de sua equipe de trabalho – doze pessoas que trabalham voluntariamente há quinze meses – temos três pessoas filiadas a algum partido político: uma do PT, uma do PSDB e outra do PSOL. Todos os outros integrantes fixos não possuem e jamais possuíram qualquer laivo de vida partidária.

 

4. O Sampa.Org NUNCA foi contratado como instituição e JAMAIS teve seus consultores ou funcionários contratados pela FUNDEP ou pela FGV para a realização de qualquer serviço.

 

5. Em 2004 assinamos um contrato com a Secretaria de Educação municipal, comprometendo-nos a prestar serviços de formação técnica, educacional e cultural relacionados à inclusão digital em metade dos CEUs de São Paulo.



Escrito por NOOS às 16h06
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MINISTÉRIO PÚBLICO DE SÃO PAULO, MAIS UM REDUTO TUCANO!!!

 

Acostumados que estamos a criticar a forma como as instituições funcionam em nosso país, principalmente no que se refere aos ataques sofridos por aqueles que se colocam na luta ao lado do campo popular, ficamos ainda mais chocados quando essas instituições atingem a vida da gente. Me explico.

 

Para quem não sabe sou diretor de uma ONG (Sampa.org), por problemas financeiros não recebemos remuneração há mais de um ano (01). Pois bem, ai vem um promotor, levianamente mistura 'alhos com bugalhos' e joga a honra das pessoas na lata do lixo. Mas, deixa estar! Ainda bem que temos um Estado Democrático de Direito vigente neste país e a justiça, por mais instrumentalizada que esteja, ainda é o local adequado para resolver as 'pendengas'. O Sr. promotor, não sei o nome dele, será devidamente processado. Não o Estado, mas o incompetente do promotor. Aliás, ele só é competente para tratar com a mídia, pois até o presente momento não fomos citados no referido processo. Como eu sei sobre ele? O Estadão me passou uma cópia do processo.

 

Bem, mas para que todos saibam a nossa posição (do Sampa.Org) sobre os fatos escrevemos um texto com nossa versão. Ele está dividido em duas parte: a primeira a resposta oficial da instituição e a segunda uma resposta para os amigos e parente. Essa segunda, mais light, escrita de forma irônica, para rirmos um pouco da situação, afinal:  É cômico e trágico ao mesmo tempo. Então os dois próximos posts serão os das respostas.



Escrito por NOOS às 16h03
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