NOOSFERA
   É O FIM!!!

Depois de vários anos, acho que três ou quatro, escrevendo este Blog, copyleftando Blogs alheios ou mesmo clipando jornais, revistas e afins, chegamos ao fim. Por completa falta de tempo não publicarei mais nada e o NOOSFERA chega ao fim. Agradeço a todos que contribuiram com comentários, críticas... Um abraço a todos. Valeu!

Escrito por NOOS às 10h48
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XI!!! TEM JORNALISTA NO EMBRÓGLIO DO RAUL JUNGMANN!!!

 

Pois, é. Alguém sabe quem é Rebeca Scatrut? Pois, eu digo. Ela é sócia da empresa de consultoria e assessoria de comunicação Informes. Sabem o que mais? É mulher do jornalista Ricardo Noblat. Mas, o que temos com isso? Ah! Aí é que está. Ela é acusada pela Procuradoria da República do Distrito Federal de desviar R$ 33 milhões dos cofres públicos ente os anos de 1998 e 2002. Isso mesmo, tá no rolo junto com o impoluto “Raul Jungmann”, aquele mesmo que dizia querer moralizar o congresso nacional. Um dos novos arautos da moral e dos bons costumes. Bem, quanto ao Noblat, segue o silêncio em seu Blog e em suas colunas do Globo Online.

 

Quer saber mais veja aqui: MP acusa um grupo de oito pessoas de desviar R$ 33 milhões.

 

Via: O Escriba



Escrito por NOOS às 14h20
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’O PODER DO POVO POBRE’

 

Marilene Felinto -  Via: NovaE

 

A frase acima foi colocada pelo meu sobrinho de 20 anos em sua página na Internet, ele que votou na candidatura Lula nos dois turnos das eleições. Posso dizer que estou politicamente realizada por ter, de algum modo, influenciado a formação de uma pessoa desta nova geração.O poder para o povo pobre. Mas este texto também se chama "Adoro Operário de Esquerda no Poder - O Retorno", em continuação a outro que escrevi aqui mesmo, em abril deste ano ("Adoro Ter Operário de Esquerda no Poder").


Adoro a reeleição do operário de esquerda - porque é como se tivessem reeleito Irene, minha tia predileta na infância, ela que também perdeu parte de um dedo da mão, ainda muito moça, operária do maquinário têxtil da Companhia de Tecidos Paulista, fábrica dos Lündgren, no município de Paulista, Pernambuco, nos idos dos anos 40-50.


Adoro: porque esta reeleição reabilita socialmente Irene, faz justiça ao sofrimento dela, que morreu alcoólatra e empregada doméstica de uma família da oligarquia pernambucana, num pequeno quarto de área de serviço, num desses condomínios de luxo da Barra da Tijuca, no Rio de Janeiro. Viva Irene! Viva Lula. E viva Evo - o Morales, o índio que subiu enfim ao poder na Bolívia.

A-do-ro, porque um operário de esquerda no poder (da genialidade política de Lula) esfrega na cara da classe dominante brasileira que a era da concentração de renda e terra, da desigualdade social vergonhosa e do monopólio da imprensa sobre a opinião pública está começando a acabar. Adoro - porque vai se extinguindo nos confins da Bahia a dinastia carlista (da raposa ACM e sua família) e a dinastia sarneysista no Maranhão, e a dinastia Jereissati no Ceará. Adoro! Porque o Nordeste, a região mais pobre do país e de onde eu vim, está mudando de cara política e social. A reeleição de Lula significa, especialmente no Nordeste, que é chegada a hora da reparação para aqueles que consumiram a existência em submissão, espoliados, roendo a humilhação, como dizia Graciliano Ramos.

 

Adoro a reeleição do operário de esquerda porque, principalmente aqui em São Paulo, um novo mandato de Lula significa livrar-se a cena pública, por uns tempos, de um certo lixo da classe política de direita: o PSDB de Alckrnin - o descerrador de fitas de inauguração de megalojas de luxo como a absurda Daslu, o ato mais espetacular de seu governo medíocre - e seu séqüito de seguidores fascistas e igualmente medíocres: um secretário de Segurança Pública com a truculência do tal Saulo de Castro ou um secretário de Educação como o escritor de livros de auto-ajuda Gabriel Chalita.

 
A-do-ro! Porque os leitores me mandam cartas dizendo que também adoram. Como este professor universitário baiano, comentando o fim do carlismo em seu Estado: "Cara Marilene. Este último artigo na Caros Amigos, ’Golpe Vem a Galope, na Margem de Erro da Mídia Podre’, é doloroso e alentador ao mesmo tempo. A três dias das eleições (primeiro turno) aqui na Bahia, Ibopes, Voxes Populii e DatasFolhas anunciavam com o maior cinismo e com a pomposidade criminosa de sempre que o candidato de ACM, o semiditador Paulo Souto, ganharia no primeiro turno com 52 por cento dos votos, do candidato do PT, Jacques Wagner. A Folha anunciou isso no site UOL na quinta-feira que antecedeu as eleições, e a Rede Globo fez o mesmo no Jornal Nacional à noite, com a mais deslavada cara-de­-pau, que é costume antigo dos grupos comandados pelos Frias e pelos Marinhos. Na segunda-feira imediatamente pós-eleições, manchete aram como se nada tivesse acontecido, sem um mínimo de pudor democrático: ’Surpresa na Bahia: Jacques Wagner do PT Ganha no Primeiro Turno’. Como foi possível que a frieza dos números e a ’tecnologia de ponta’, como gostam de vangloriar possuir, não detectaram essa mínirrevolução que aconteceu por aqui por essas terras? (...) Que (havia) semanas que o grupo carlista estava perdendo fôlego e já ferido de morte. É evidente que eles jamais iriam anunciar isso, pois ACM e Paulo Souto são sócios informais desses conglomerados de mídia. (...) Como se vê, a ditadura do pensamento único, que essas pesquisas ajudam a mascarar, não conseguiu deter o levante popular, essa mínirrrevolução que aconteceu por aqui (...)". Braulino Pereira de Santana, professor de lingüística de uma universidade estadual aqui na Bahia, a UESB.

 

Continua...

Escrito por NOOS às 21h22
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’O PODER DO POVO POBRE’ -  continuação...

 

Marilene Felinto -  Via: NovaE


DERROTA HISTÓRICA DA MÍDIA GRANDE


Pois é. O que dizer dessa fragorosa derrota da "grande" imprensa irresponsável, corrupta e mentirosa? A reeleição de Lula significou derrota histórica para a Rede Globo, a Rede Band, a rede isso e aquilo; para as revisto nas fascistas Veja, Época e similares; e para os jornalões manipuladores Folha de S. Paulo, Estado de S. Paulo, O Globo e similares Brasil afora. Todo o massacre com fins à desestabilização da candidatura Lula foi em vão. O desserviço que esses meios de comunicação prestam ao país não surtiu efeito dessa vez sobre a maioria da população. Bom sinal dos tempos de alternativas de comunicação: do jornaleiro que vetou a venda da revista Veja em sua banca no Rio Grande do Sul aos blogs que divulgaram sem parar outras análises da conjuntura política nacional que não aquelas forjadas na mentira e na coação das redações dos jornalões e das revistonas, agora a informação começa a ter outros modos de chegar ao povo que não a via única dos "grandes" monopólios de mídia. A onda anti-Lula alimentada por essa corja que diz fazer jornalismo de informação e isenção foi um clássico tiro pela culatra. O povo não acredita nem lê a revista Veja. O povo não acredita na cara dos locutores do Jornal Nacional. O povo não compra os jornalões que forjam notícias.


Adoro a reeleição do operário de esquerda porque ela significa, inclusive, a possibilidade de criação de um Conselho Federal de Jornalismo, com participação ativa da sociedade, e que dê um basta ao abuso que se viu nessas eleições. Os bandidos da desinformação tentaram executar aqui o mesmo golpe midiático que os conglomerados da comunicação tentaram na Venezuela de Hugo Chávez. Mas, como dizia um manifesto que circulou pela Internet neste segundo turno, os tempos mudaram. "Nós, eleitores brasileiros, que assinamos este Manifesto por uma Mídia Democrática e Independente, queremos deixar bem claro aos meios de comunicação de massa, e aos forjadores de opiniões, que imaginam estar vivendo naquele Brasil em que os reis da imprensa eram os donos do país e o eleitorado era desdenhado como passiva massa de manobra, que os tempos mudaram. Exigimos respeito ao princípio da igualdade de condições (...). Exigimos, igualmente, que o ministério público eleitoral investigue e o TSE puna estas absolutamente claras intervenções da grande mídia no processo eleitoral e penalize devidamente, nos termos da legislação vigente, os seus responsáveis. Assim, expressamos nossa intenção de vir a fazer deste manifesto uma representação contra a ’utilização indevida de veículos ou meios de comunicação social, em beneficio de candidato ou de partido político’ pela (...) mídia brasileira (Art. 22, Lei Complementar nº 64/1990), que, na qualidade de concessões públicas e agentes na trama de uma sociedade democrática, não pode alvejar a igualdade de condições que rege um processo de eleições livres.

(http://www.petitiononline.com/br1a2j304/)


É isto. "O poder para o povo pobre", e sob a vigilância constante da sociedade contra as ameaças e os desmandos dos reacionários da classe dominante. Viva Irene. Viva Lula.


Marilena Felinto é jornalista e escritora.

 

Publicado originalmente em Adital

Escrito por NOOS às 21h21
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A FORÇA QUE O POVO TEM!!!- A NET só potencializa

 

Via: Amigos do Presidente Lula

 

Primeiro round: Nós: 1 X Mainardi: 0


Se o leitor ainda não viu ou ouviu, vale a pena acessar aqui o podcast, ou como está sendo chamado o "Podcastigo" do Diogo Mainardi na Veja. Um aviso. O cara é antipático até na voz! Antigamente, ao ler seus textos, imaginava uma outra entonação, um tom de escárnio algo mais empático.Mas ao que parece, ele é assim, uma mistura entre nojento e fresco, desses que não sabem muito bem o timing da piada. Neste podcast, Diogo fala sobre a ação de petistas da comunidade do Orkut, a que ele chamou de " O complô das 'formigas' do PT" que ao enviar enorme volume de e-mails, conseguiram que o Sul América Seguros retirasse o patrocinio do podcast. Mainardi erra ao dizer que a iniciativa foi da comunidade oficial do PT no Orkut. Não foi. A avalanche de e-mails partiu da comunidade "Nós reelegemos Lula Presidente" com (113.501 membros) Mainardi também avisou que o próximo nome da nossa lista é o Carrefour, que patrocina Ana Maria Braga. E se o leitor quiser participar basta ligar para o atendimento do Carrefour no fone: 0800.727 30 90. Ao terminar não esqueça de solicitar o número de protocolo da sua reclamação. O assunto é a campanha descarada que a apresentadora fez ao lado de Alexandre Garcia, e o luto um dia depois que Lula foi reeleito.

 

Do Blog: Já mandei minha mensagem para o Carrefour. Mande a sua também é só clicar aqui e mandar e-mail. Vai lá e detona a perua platinada.

Escrito por NOOS às 22h14
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A CPI QUE FALTA: RONALDO E A GLOBO

 

O jornal espanhol ABC.es publicou nesta sexta-feira, dia 3, uma entrevista com o jogador Ronaldo, “o Fenômeno” (clique aqui), em que ele diz:

 

1) “... depois de superar uma contusão de quase dois anos, lutar para ser titular me parece algo normal...”

2) “Venho de uma temporada meio contundido, de uma Copa do Mundo em que joguei com tendinite e de uma operação para acabar com a tendinite.”

3) “Estou igual ao que estava antes de me contundir ano passado contra o Atlético”.

Ou seja, Ronaldo jogou a Copa do Mundo contundido. E estava contundido há dois anos. (Sem falar que estava – e está – acima do peso.).

 

A minha modesta proposta seria instalar-se uma CPI para fazer a pergunta: Quem escalou Ronaldo – a Nike ou a Globo ?

 

O primeiro convidado a depor (convidado, não intimado) seria o Galvão Bueno.

 

A CPI poderia ser composta pelos seguintes campeões de CPI:

 

ACM e ACM neto, que perderam a eleição na Bahia - Rodrigo Maia, cujo pai perdeu a eleição no Rio - Tasso Jereissati, que perdeu a eleição no Ceará - Antero Paes de Barros, que perdeu a eleição em Mato Grosso - Eduardo Paes, que perdeu a eleição no Rio - Raul Jungmann, candidato a superintendente da PF num Governo Alckmin, cujo partido não ultrapassou a clausula de barreira - Garibaldi Maia, que perdeu a eleição no Rio Grande do Norte - Jorge Bornhausen, que busca na Justiça os votos que não tem na urna - e, esse campeoníssimo de todas as CPIs, Arthur Virgilio, que disse que ia dar uma surra no Presidente Lula, e teve 5% dos votos para governador do Amazonas.

 

Nota do Blog: Como podem ver eu nem postei nada sobre a vitória do presidente Lula, apesar da vontade, pois sou um bom vencedor. Mas, este `post` do site Convesa Afiada (Paulo H. Amorim) me redimiu. Disse a todos que eu gostaria de dizer aquilo que eu gostaria de dizer.



Escrito por NOOS às 21h39
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O CHUCHU SABIA DO QUE FALAVA!!!

 

O candidato da coligação PSDB/PFL, Geraldo ‘Picolé de Chuchu’ Alckmim, afirmou categoricamente no último debate (Record) que após as eleições os preços iriam subir. Uma meia verdade! Não são os preços que subirão, mas as tarifas. Veja matéria da folha dando conta de que já se cogita, após as eleições, majorar (nome bonito para aumento) o preço das passagens de ônibus e de metrô.

 

Só lembrando

 

1. O atual prefeito da Capital, Gilberto Kassab, é do PFL. Foi alçado ao aposto porque o governador eleito do PSDB, José Serra, abandonou a prefeitura par ter sonhos maiores, leia-se: presidência da república. Para isso, o governo do Estado seria um ótimo trampolim.  Kassab é o responsável pelo transporte coletivo feito através de ônibus. Então, a culpa é do PSDB, do PFL, do Serra e do Kassab.

 

2. O atual governador do Estado também é do PFL, está lá porque o Geraldinho “picolé de Chuchu” Alckmim, deixou o governo para concorrer a presidência. Deixou um rombo nas contas do Estado [leia matéria clicando aqui] apesar de dizer que é ‘expert’ em choques de gestão(?). Pois bem, o atual governador vai ter que aumentar a passagem de metrô, afinal as contas não fecham, culpa do choque de gestão do Chuchu. Eis os culpados então: PFL, PSDB, Geraldo.

 

Agora entendi porque o Chuchu dizia com tanta certeza que depois das eleições o custo de vida iria aumentar. Não é por conta da cesta básica, que Lula afirmou que não irá subir, mas é por conta das tarifas de ônibus e metrô.



Escrito por NOOS às 10h57
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PLAY IT AGAIN, JANGO!

 

Por: Ivana Bentes, pesquisadora e diretora da Escola de Comunicação da UFRJ

 

Morri no exílio, na província Argentina de Corrientes, em 6 de dezembro de 1976, sozinho, vítima de ataque cardíaco, numa fazenda da fronteira. Tentava voltar para o Brasil, de onde me expulsaram com o Golpe Militar depois que anunciei, no dia 13 de março de 1964 num comício para 150 mil pessoas na Central do Brasil que iria fazer a Reforma Agrária, Urbana, as reformas na Educação, a Reforma Eleitoral, Tributária...

 

Não deixaram fazer nada e me derrubaram! As forças mais conservadoras da sociedade Brasileira se uniram e foram convocadas a me depor, toda a imprensa ficou contra mim. Esse já era o terceiro golpe midiático-militar, botaram a classe média horrorizada na rua, as senhoras da TFP, editoriais alarmistas e moralistas, páginas e páginas de jornais, rádio, TV. Assustaram todos até que cai no dia 1º de abril de 1964.

 

Não adiantou, estou de volta! Não sei como, só sei que eu João Jango Goulart, ex-presidente deposto, retornei, é dia de eleição e estou concorrendo de novo para Presidente do Brasil. Mudei de partido. Estou grisalho, perdi um dedo da mão (onde?) e me dou conta que as forças que me derrubaram em 1964 estão quase todas aí. Continuo com apoio popular, estou com enorme vantagem nas pesquisas, mas por que os jornais dos últimos meses são todos contra mim e meu partido? Estou sendo de novo linchado? Em 64 diziam que eu ia implantar o Comunismo no Brasil e agora que estou implantando a Corrupção em Pindorama!

 

Meu assessor me informa que vamos assistir a fita com o meu debate na Televisão. Estou reconhecendo o pessoal da pesada de 64. Então tenho uma visão exata de quem eu sou e o que represento no Brasil de 2006, me vendo pelos olhos dos meus inquisidores. Roda o VT. Não, dá um play. Play it again, Jango! Ouço, e então presente, passado e futuro se dobram na tela da TV.

 

Entrevistador e dono de uma empresa de TV - Senhor Presidente, de todas as reformas que o senhor propôs, uma é a mais perigosa de todas, é um acinte aos empresários da Comunicação, de Rádio e TV. Sr. Presidente, o senhor tentou entrar na nossa caixa preta, regular nossas empresas com uma Agência. Nos somos contra, Sr. Presidente! Onde já se viu? Deu está dado! Não queremos ninguém novo no negócio. Canal de TV pra Ong, pra Universidade, pra favela? Eles não precisam de nada disso e ainda fazem uns vídeos que são umas porcarias. Qualidade temos nós com essa imagem plastificada, atrizes esticadas digitalmente, programas incitando à delação. Eles a gente emprega pra figuração, usa para vender celular e fazer propaganda da nossa diversidade cultural. Os pobres tem estilo, são vibe, hiper, mob, servem pra vender quinquilharia e show. Mas dar canal de TV pra essa gente, Presidente?

 

Jango - Eu tenho um ministro da cultura que é músico e negro e quer botar ilha de edição, câmeras de vídeo e internet de graça por onde der. É o início da Reforma da Cultura, da Educação, da Comunicação, junto com o Fundeb, o Fundo para a Educação, que eu criei lá em 62, e reeditamos agora. Por que ninguém fala do FUNDEB?! Eu tenho orgulho de estar implantando o Fundeb!! As cotas no Brasil! Estou botando os negros e os pobres dentro da Universidade. Temos que acabar o vestibular, tornar o acesso universal. Além disso eu criei o Bolsa Família, tirando um contingente da miséria, é a maior transferência de renda já feita nesse país. Eu apoio o MST, os Sem-Terto! Me deixem fazer as Reformas! As novas e aquelas, que vocês abortaram em 64!

 

Continua...



Escrito por NOOS às 09h49
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Continuação...

 

PLAY IT AGAIN, JANGO!

 

Por: Ivana Bentes, pesquisadora e diretora da Escola de Comunicação da UFRJ

 

Professor-Doutor-Pesquisador - Desculpe, sr. Presidente. Eu fiz mestrado com bolsa Capes, doutorado com bolsa sanduíche em Paris VIII, CNPQ, e tive bolsa de pós-doutorado em Oxford. Meus alunos têm bolsa de iniciação artística, científica, extensão... Mas eu sou CONTRA a Bolsa Família!!! É assistencialismo dar R$ 50 (é muito, acostuma mal) para pobre. Populismo, sr. Presidente! Minhas bolsas eu ganhei todas por mérito. MÉRITO! E olhe que sou bolsista há 10 anos! Deus me livre perder minha bolsa!

 

Antropóloga, antes de entrar na roda de debate - Ô diretor, chama um negro ai para aparecer no programa, mas tem que ser contra as cotas. A gente é branco, professor-doutor, não vale. É pro povo entender que é uma merda, que eles tem que entrar para a Universidade sozinhos, por mérito, se não vai cair o nível da universidade. Botar um antropólogo branco, louro de olhos azuis falando mal das cotas não vale, vão cair de pau na gente. Tem que ser negro falando mal das conquistas dos negros.

 

Diretor de TV - Você sabe, a gente detona as cotas diariamente nos editoriais, colunas, manchetes, mas nas novelas tem que ser a garota negra com o galã branco. Botamos na tela uns negros limpinhos, bonitos, cheios de dignidade. Provamos que eles vão vencer sozinhos. COTA pra que? Nunca fomos racistas! Querem criar o racismo no Brasil, senhor presidente, O senhor está muito mal assessorado nessa área. Aliás, não vai ter cota para negros em empresas de TV, vai? Deus me livre! Não dá pra fazer Escrava Isaura no Leblon.

 

Entrevistador-cronista-consultor - Senhor Candidato, o senhor está na frente das pesquisas, mas como esse povo ignorante, desdentado, feio, pode decidir por mim? EU que frequentava o Palácio do Planalto, que era amigo e confidente do sociólogo, seu cronista-conselheiro. EU que sou especialista em pornografia política. Achei que poderia ser de direita mas escrever genialmente como o Nelson , mas não tenho esse talento. Estou aqui me olhando na TV e só vejo um publicitário mal sucedido, porque o MEU candidato a presidência vai perder as eleições e meus amigos vão ficar fora do poder. Sou a encarnação das forças do ressentimento. Pelo menos sou psicanalizado, me acho um crápula, mas tudo bem. Os empresários me pagam 10, 20 mil por palestra ou consultoria para EU anunciar o Apocalipse. Não tenho o que perguntar só queria dizer olhando bem na sua cara. Eu te odeio, Sr. Presidente e morrerei escrevendo contra tudo o que o senhor significa (baba).

 

Apresentadora de TV - Então Sr Jango, depois de ouvir isso tudo sobre o seu governo, o que significará a sua reeleição?

 

Jango - "O triunfo da beleza e da justiça". E não me chamem mais de Jango, o ex-presidente morreu, no golpe de 64, exilado na fronteira, em 1974. O novo presidente nasceu das crises que vocês criaram, tentando me derrubar , uma duas, três, quantas vezes? Não estou mais só, em 2006, tenho 55% das intenções de votos, atingi o coração do Brasil, sou uma radicalização da democracia. Meu nome é Muitos. Sou uma potência da Multidão.

 

____________________________

Nota do Blog: Este artigo sairia no Caderno Mais! - da Folha de São Paulo - às vésperas da eleição. O jornal pediu a Ivana Bentes, diretora  da escola de comunicação da UFRJ, para imaginar um ex-presidente como candidato. Ela o fez! Quando leram seu artigo, vetaram a publicação e disseram que "estava fora de foco". Mino Carta publicou no seu blog.



Escrito por NOOS às 09h49
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JUNGMANN E FREIRE, UM PERFIL


O presidente do PPS é Roberto Freire, que, quando se proclamava comunista, tinha ódio ao PFL e aos seus grandes líderes ACM e Bornhausen. Tanto ódio que, em 2002, quando a candidatura presidencial de Ciro Gomes ia receber o apoio dos pefelistas, Freire pegou em armas, foi para a mídia paulista e detonou a aliança que poderia ter levado o cearense à Presidência (se o PFL tivesse apoiado oficialmente o Ciro, ele teria, no mínimo, 7 minutos de tevê, uma eternidade para ele). [LEIA MAIS CLICANDO AQUI]


Nota do Blog: Este texto foi enviado para o Blog Conversa Afiada, de Paulo Henrique Amorim, por um internauta. Só há um reparo a fazer. Eu mudaria o título para: JUNGMANN E FREIRE - PERFIS DA MEDIOCRIDADE!!! No mais, parabéns pelo texto e pelas lembranças. Sinal que brasileiro não tem memória curta não. Para infelicidade de gente como Freire.



Escrito por NOOS às 11h18
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EIS O CHOQUE DE GESTÃO DOS TUCANOS!!!

 

Via: UOL – Folha OnLine – Cotidiano – 23/10/2006

 

SEM VERBAS, LEMBO REDUZ RITMO DE OBRAS

 

SP pára obras por causa do rombo deixado por Alckmin

 

Por: ALENCAR IZIDORO e JOSÉ ERNESTO CREDENDIO - da Folha de S.Paulo


Algumas das principais obras e projetos de infra-estrutura de transporte do Estado de São Paulo tiveram seu ritmo reduzido drasticamente ou foram até paralisadas pelo governo de Cláudio Lembo (PFL), que conta os dias para terminar seu mandato e procura cortar gastos para não descumprir a Lei de Responsabilidade Fiscal.


Os atrasos ou as interrupções dos investimentos --situação que será herdada por José Serra (PSDB) em 2007-- foram intensificados nos últimos meses e envolvem de rodovias do interior à expansão da rede sobre trilhos da Grande São Paulo, do Rodoanel ao recapeamento das marginais Pinheiros e Tietê.


A LRF proíbe os governantes de deixar pendências financeiras para os seus sucessores. Na metade do ano, Lembo enviou ofício a todos os secretários vetando novos investimentos e determinando "redobrada atenção" e "rigorosa austeridade nos gastos públicos".


O secretário de Estado de Planejamento, Fernando Braga, afirma que os cortes são necessários para adaptar os gastos à realidade orçamentária, mas que não haverá déficit.


O trecho sul do Rodoanel, que ligará a Régis Bittencourt a Mauá, no ABC paulista, obteve a licença definitiva no final de agosto. No mês seguinte, foi aberta uma única frente de trabalho --das cinco previstas.


Dos R$ 200 milhões esperados para a construção em 2006, Lembo deve investir menos de R$ 80 milhões --parte devido à demora para iniciar, mas parte em razão da própria orientação de tocá-la em marcha lenta.


Meses após firmar três convênios com a Prefeitura de São Paulo, comandada por Gilberto Kassab (PFL), para desembolsar mais de R$ 100 milhões em 2006 para o recapeamento de 32 km das marginais, o Expresso Tiradentes (antigo Fura-Fila) e para obras na região da av. Roberto Marinho, Lembo teve que desistir dos investimentos.



Redução de 80%


Das obras em curso de recuperação ou ampliação de estradas, a Folha apurou que a redução do ritmo em diversos casos é de 80%. A orientação é que alguns empregados sejam mantidos, evitando a desativação de canteiros, o que elevaria os custos para a retomada.


Entre as afetadas, a interligação da av. Mário Covas, em São José dos Campos, com a rodovia dos Tamoios, principal acesso ao litoral norte, num total superior a R$ 50 milhões. Ficaria pronta no fim do ano.


Só a Secretaria dos Transportes diminuiu em mais de R$ 200 milhões as obras programadas e decidiu que nem as já licitadas pelo DER (Departamento de Estradas de Rodagem) terão suas ordens de serviço concedidas até dezembro.


Antes de sair do governo para se candidatar à Presidência da República, Geraldo Alckmin (PSDB) firmou contratos de R$ 176 milhões para reformar 156 km de estradas, incluindo um trecho de serra da SP-125 (Oswaldo Cruz), muito utilizada por quem viaja ao litoral norte.


O lote fazia parte de um programa do BID (Banco Interamericano de Desenvolvimento) e as obras começaram até maio. A partir de agosto, foram interrompidas. O Estado, nesse caso, culpa a demora do governo federal para a aprovação do financiamento do BID.



Escrito por NOOS às 11h20
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COMO GOVERNAR QUANDO TODA A IMPRENSA É CONTRA

 

 Paulo Henrique Amorim – Blog Conversa Afiada

 

 Ou se faz como Hugo Chávez ou como Roosevelt. São as duas formas conhecidas de enfrentar a oposição de toda a imprensa, num regime democrático. Prefiro a de Roosevelt.

 

Explico-me.

 

“Na eleição de 1932, seis de cada dez jornais fizeram oposição a ele e Roosevelt acreditava que era vítima de um ódio profundo de donos de empresas jornalísticas, que distorciam as notícias para prejudicá-lo. As redes de estações de rádio, ao contrário, deram total colaboração... e o Presidente usou o rádio para atingir o público diretamente e explicar seus programas”.

 

(Paul Starr, The Creation of the Media – Political Origins of Modern Communication, Basic Books, New York, 2004, página 360)

 

 A diferença entre a situação do Presidente Franklin Roosevelt e a do Presidente Lula, caso se reeleja, é um pouco diferente:

 

1)     Todos os jornais são contra Lula;

2)     Todas as revistas são contra Lula, com exceção da Carta Capital;

3)     Todas as rádios são contra Lula;

4)     E uma rede de televisão – a Globo – líder de audiência, sempre desempenhou um papel ativo contra Lula e os candidatos trabalhistas (por exemplo, Leonel Brizola) e agora reagrupou suas forças e aliados (o delegado Bruno, por exemplo – clique aqui para ver e ouvir a integra da conversa do delegado sobre o Jornal Nacional) para derrotar o presidente Lula.

 

Roosevelt fugiu dos jornais – que, então, tinham muito mais força do que hoje – e se aliou às rádios.

 

Em troca, Roosevelt, ainda segundo Starr, manteve a posição privatizante dos governos conservadores de antes e deixou o rádio (e mais tarde a televisão) como uma indústria inteiramente privada, ao contrário do que aconteceu na Inglaterra, com a hegemonia da BBC, estatal.

 

Continua...



Escrito por NOOS às 14h30
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Continuação...

 

COMO GOVERNAR QUANDO TODA A IMPRENSA É CONTRA

 

O que extrair dessa lição?

 

Roosevelt teve a chance de dar a volta por cima pela tecnologia. Foi para outra mídia – o rádio – e deixou os jornais conservadores para lá.

 

E foi um campeão de reeleições.

 

Em abril de 2002, TODAS as redes de televisão da Venezuela conseguiram, por algumas horas, dar um golpe de Estado. Teria sido o primeiro golpe de Estado da televisão, na telinha – um golpe criado e realizado pelo que as redes mostravam na tela: o caos, a desordem, o desgoverno, a ingovernabilidade, a corrupção desenfreada.

 

Sem falar, é claro, da oposição da imprensa escrita.

 

Continua...



Escrito por NOOS às 14h30
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Continuação...

 

COMO GOVERNAR QUANDO TODA A IMPRENSA É CONTRA

 

Quais são os meios de Chávez enfrentar isso?

 

Segundo a jornalista Alma Guillermoprieto, num artigo “Don´t Cry for me, Venezuela”, publicado em The New York Review of Books, Volume 52, Numero 15, de Outubro de 2005), Chavez fez duas coisas:

 

1)     Criou um programa dominical “Alô Presidente”, em que, às vezes, fica no ar o dia inteiro.

2)     Interrompe a programação das redes de televisão, entra em cadeia nacional, sem avisar, e critica os telejornais que acabaram de ir ao ar.

 

Uma vez, Chávez interrompeu por quatro horas toda a programação da noite, inclusive as “telenovelas”. 

 

(A reprodução em texto dessas quatro horas pode ser encontrada no endereço www.analitica.com/bibliotec/hchavez/cadena20010615.asp)

 

Deixo de considerar aqui as soluções já exploradas por outros presidentes trabalhistas (ou aliados de trabalhistas), no Brasil.

 

Vargas, por exemplo, com a ajuda do banqueiro Walther Moreira Salles, estimulou Samuel Wainer a fundar a Última Hora.

 

Juscelino ajudou Adolpho Bloch na Manchete.

 

Brizola ajudou a Manchete e usava extensivamente a Radio Mayrink Veiga, no Rio.

 

Todas essas me parecem soluções politicamente irreproduzíveis, hoje, no Brasil. O Sindicato dos Bancários, no início do Governo Lula, cogitou de lançar um jornal nacional, mas a idéia nem saiu do papel.

 

A solução Chávez também é inconcebível.

 

O Governo Lula não enfrentou nem enfrentará a Rede Globo.

 

A relação de Lula com a Globo é a mesma de Tony Blair com Murdoch (sem comentários...)

 

Continua...



Escrito por NOOS às 14h29
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COMO GOVERNAR QUANDO TODA A IMPRENSA É CONTRA

 

E a solução Roosevelt – dar um salto tecnológico?

 

É a mais plausível. Usar a internet.

 

O Governo Lula é quem mais precisa de inclusão digital. Os sites de informação do Governo ou de instituições ligadas ao Governo na internet são de uma inépcia petista.

 

De uma maneira geral, os governos, os partidos (com exceção do PC do B) e os políticos brasileiros (com exceção de César Maia e Zé Dirceu) não sabem usar a internet.

 

É o único espaço que sobra para o Governo Lula – se ele for reeleito.

 

PS: Sobre como usar a internet para fazer politica dentro da democracia representativa, recomenda-se ver o que fez e o que faz o atual presidente do Partido Democrata nos Estados Unidos, Howard Dean.



Escrito por NOOS às 14h29
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